‘‘A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) não tem condições de analisar os riscos causados pelos alimentos geneticamente modificados à saúde humana no longo prazo e um parecer equivocado pode ter reflexos sobre a vida humana nos próximos anos.’’ Foi o que afirmou ontem o gerente de negócios no Brasil da Genetic ID, Augusto Freire.
A Genetic Id é um laboratório especializado na identificação e rastreamento de transgênicos, que também presta serviços de certificação para empresas que querem garantir que sua produção está isenta de agentes modificados. Para o vice-presidente da empresa, Jochen Koester, é difícil achar alguém que tenha uma posição consolidada sobre os riscos à saúde. Um parecer confiável depende de anos de estudos, o que o Brasil não tem, diz ele. ‘‘Os cientistas sabem que não há riscos a curto prazo, mas ninguém sabe o que pode acontecer se os alimentos alterados forem consumidos durante muito tempo.’’
Freire e Koester participaram do Seminário Empresarial Pensa-Abag, que tratou exclusivamente de alimentos transgênicos. Freire defendeu a proibição do plantio de grãos geneticamente modificados. ‘‘Se é precipitado autorizar o consumo de alimentos transgênicos, permitir o plantio é um erro maior. Não temos um estudo sobre o impacto ambiental do plantio de transgênicos no Brasil’’, afirmou. (A.E.)

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