Os pais se preocupam, mas os filhos não tiram o skatênis dos pés. Esse é o caso de Vitória Afonso, de oito anos, filha da comerciante Maria Afonso.
Bastou a propaganda em um programa na TV, há cerca de quatro meses, para que a menina se interessasse pelo produto. E tanto insistiu, que ganhou. ''Eu nem sabia o que era, a gente percorreu várias lojas em Londrina e não achou, tive que encomendar do fabricante'', conta a mãe.
A comerciante lembra que teve medo que o novo tênis pudesse causar algum problema à filha ''por ser muito pesado''. O objeto, que pode ter as rodas retiradas por meio de uma pequena alavanca, já virou o sapato do dia-dia de Vitória. A mãe conta que a menina coloca o skatênis assim que acorda e vai até para a escola com ele. ''Quando ela anda muito, ela reclama de dor nas pernas, mas mesmo assim não larga o skatênis'', conta a mãe.
No começo, a menina sofreu algumas quedas e se machucou, mas, segundo a mãe, sem seriedade. A única reclamação é o preço, em torno de R$ 150,00: ''Em vista de outros sapatos, é caro'', afirma Maria.
A ''febre'' pelo skatênis é bem conhecida da dona de casa Roseli Martelosso, mãe de Lucas Wellington Martelosso, de seis anos. ''Ele viu uma vez e já queria, mas eu fiquei preocupada porque não sabia se ele conseguiria andar direito''.
No começo, o menino não tirava o skatênis, mas agora só usa para ir à escola. A recomendação da mãe é que ele não caminhe com as rodinhas acopladas. ''Para andar eu não deixo, parece que ele está 'de salto', fica pisando na ponta dos pés'', afirma.(C.P.)

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