Londrina - Além de campanhas de prevenção e fiscalização, a pesquisadora da Universidade Estadual de Londrina (UEL) Márcia Siqueira de Carvalho defende que os cursos de autoescola e os testes sejam mais rígidos para formação de motociclistas. De acordo com ela, a maior parte dos acidentes atendidos pelo Siate entre 2005 e 2009 envolvia jovens de até 30 anos.
''Tem muito motociclista que considera a prova de moto uma barbada. Não conheço ninguém que reprovou na carteira de moto. Parece que basta se equilibrar em cima'', critica.
Motociclistas ouvidos pela reportagem concordam que é necessário melhorar a preparação de novos condutores. ''Autoescola não serve para nada. Você fica ali naquele circuito dando volta, mas na prática tem que sair andar na rua é outra coisa, tomar fechada'', afirma o mototaxista William da Silva.
Com 12 anos de carteira, ele conta que se envolveu em apenas dois acidentes leves e nem precisou ser levado para o hospital. O último aconteceu em janeiro deste ano. ''Passando em frente ao Terminal de manhã a moto deslizou no óleo dos ônibus'', conta.
Motoqueiro há mais de 30 anos, o comerciante Ademar Antonio Ranolfi também considera o exame não é rígido o suficiente. ''Minha filha tirou carteira há um ano, mas não só deixo ela pegar a moto ali no bairro. Devia ser mais rigoroso. Com esse curso a pessoa não tem nem noção do que é uma ultrapassagem numa rodovia.''
Ranolfi já sofreu três quedas de moto, mas há anos não se envolve em acidentes. ''Ficando mais velho a gente fica mais cuidadoso'', declarou. Ele costuma passar em corredor, entre veículos, mas ''só quando carros estão parados ou em velocidade baixa'', garante.(D.B)

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