Parcerias em refinarias da Petrobras começam no ano que vem
Cabiúnas (US$ 800 milhões), Albacora (US$ 400 milhões) e Espadarte/Voador/Marimbá (US$ 1,3 bilhão), terão desembolso dos financiadores ao longo de três anos. Marítima - A Petrobrás está negociando com a Marítima uma forma de não cancelar o contrato de mais duas plataformas que têm prazo de entrega vencendo nesta sexta-feira e em janeiro. A Marítima ofereceu equipamentos substitutos, embora sem a mesma tecnologia operacional das modernas plataformas semisubmersíveis que seriam utilizadas na prospecção de poços de exploração de petróleo. As negociações estão em curso, mas a estatal, que já suspendeu três acordos com a Marítima por atraso na entrega, não descarta a possibilidade de novos cancelamentos.Por Irany Tereza Rio, 15 (AE) - A Petrobrás vai iniciar, no ano que vem, parcerias em refinarias. Segundo o diretor de Refino, Albano de Souza Gonçalves, as duas primeiras da lista de acordos com a iniciativa privada são a Refinaria de Duque de Caxias (Reduc), no Rio, e a unidade do Rio Grande do Sul. A empresa controla 11 das 13 refinarias espalhadas no País, mas segundo Gonçalves, a princípio só interessará associação nas que estiverem precisando de investimentos. A de Paulínia, em São Paulo, que registra o maior movimento de venda, está, de início, fora do programa. Nas unidades do Rio e do Rio Grande do Sul são necessários empreendimentos no total aproximado de R$ 1,450 bilhão. Segundo Gonçalves, será dada preferência a parceiros com conhecimento tecnológico e detentoras de um bom mercado de refino e distribuição. O projeto de parceria no refino ainda está em estudos e há a possibilidade, inclusive, de troca de ativos para referendar os acordos. A empresa vai definir, também no primeiro semestre do ano que vem, se participa ou não da construção da Refinaria do Nordeste, projeto realizado pela alemã Thyssen Kroupp. Segundo Gonçalves, à estatal interessa apenas a participação minoritária, que permita a viabilidade do projeto. "Pode parecer paradoxal, mas estamos empenhados em aumentar a concorrência neste setor", diz o diretor. Uma das principais preocupações da estatal é formar mercado para absorver o aumento de produção, que ocorrerá nos próximos anos. A partir de 2001, a Petrobrás começa a exportar óleo bruto e pretende chegar à marca de vendas externas de 450 mil barris por dia até 2005. O óleo que elevará a produção é de um tipo mais pesado que o normalmente usado nas refinarias. Por isso, a empresa continuará importando uma parte da matéria-prima para refino. "O que nos interessa é que o aumento da produção possa ser vendido no mercado interno também", diz Gonçalves. Ele comentou que, pelo projeto inicial, a Thyssen propôs importar óleo da Arábia Saudita. "Dissemos que desse jeito não nos interessava e eles mudaram o projeto. Produção - Os quatro principais projetos de financiamento em produção de petróleo da Petrobrás, que juntos chegam a cerca de US$ 5 bilhões, devem ser fechados até março do ano que vem. O diretor financeiro e de Relações com o Mercado da Petrobrás, Ronnie Vaz Moreira, disse que até os project finance - modalidade de financiamento que tem a produção futura como garantia de pagamento - de Barracuda-Caratinga (US$ 2,5 bilhões)





