Parceria visa fortalecer reinserção de presos
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Fábio Galão<BR> Equipe da Folha 
Curitiba - Representantes do Ministério Público do Paraná (MP-PR) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) assinaram ontem um termo de cooperação técnica para potencializar projetos das duas entidades que visam a reinserção de ex-detentos no mercado de trabalho.
O CNJ já mantém o projeto Começar de Novo, e o MP-PR, o Construindo a Esperança, que visam, respectivamente, a reinserção de egressos do sistema penitenciário no mercado de trabalho e a formação profissional de pessoas que ainda estão cumprindo pena. O objetivo agora é articular as duas iniciativas, para que se complementem e sejam estendidas.
O juiz Luciano Losekann, coordenador do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas (DMF) do CNJ, destacou que esta é a primeira parceria nessa área que o conselho assina com um MP.
''Ou oferecemos uma oportunidade para os egressos ou eles estarão sempre vinculados a grupos criminosos, que recrutam frequentemente quem não tem perspectiva'', comentou o procurador-geral Olympio de Sá Sotto Maior Neto. Segundo o MP-PR, o Paraná tem atualmente cerca de 30 mil presos. Aproximadamente metade dessa população é composta de presos provisórios e a outra metade de detentos já em cumprimento de pena.
O projeto Construindo a Esperança, que visa capacitar presos para que consigam se reintegrar à sociedade após saírem do sistema penitenciário, sobretudo ao mercado de trabalho, tem várias ações em andamento. Segundo o MP-PR, entre elas estão convênios com cerca de 80 empresas em todo o Paraná para oferta de oportunidades de trabalho para presos e egressos, cursos de capacitação em instituições parceiras e um projeto com a Secretaria de Estado da Educação (Seed) para que condenados a penas e medidas alternativas terminem os estudos.
Agora, outras iniciativas devem ser implementadas. De acordo com a coordenação do programa, já estão em estudos um projeto para que apenados da Colônia Penal Agrícola plantem mudas para recuperação da Mata Atlântica e outro para que sejam oferecidos cursos de capacitação através do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea).
Dependentes
Também ontem, o procurador-geral participou de uma reunião com representantes das secretarias de Estado da Saúde, Criança e Adolescente, Educação e Trabalho, para a discussão de uma política estadual de atendimento a dependentes químicos. O resultado do encontro deve ser divulgado hoje.


