Parceria vai formar jovens para atender comunidades
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terça-feira, 26 de outubro de 1999
Por Vânia Cristino 
Brasília, 27 (AE) - O Ministério da Previdência Social lançou hoje, em parceria com os Ministérios da Saúde e Justiça, o programa Agentes Jovens de Desenvolvimento Social e Humano. Com o programa, que conta também com a participação dos governos estaduais e municipais, além de empresas privadas, o governo pretende capacitar, ainda este ano, mais de cinco mil jovens carentes residentes nas periferias urbanas para que atuem em suas comunidades nas áreas de saúde, esporte, turismo, justiça, cultura e meio ambiente. Até o ano que vem o número de jovens treinados subirá para 10 mil.
Segundo o ministério da Previdência Social, a maior parte dos recursos para a capacitação dos 5.225 jovens, ou seja, R$ 3 4 milhões, sairá da Secretaria de Assistência Social do ministério. O ministério da Justiça entrará com R$ 300 mil e a empresa White Martins com mais R$ 1,5 milhão. Inicialmente o programa será implantado em 60 municípios, sendo 25 capitais e 35 cidades com os piores índices de Desenvolvimento Humano (IDH).
A secretária de Assistência Social do Ministério da Previdência Social, Wanda Engel Aduan, explicou que o programa tem como idéia central a preparação de jovens para atuar em suas próprias comunidades, promovendo a melhoria de indicadores sociais problemáticos. Na área de saúde, por exemplo, os jovens vão atuar junto à faixa de 0 a 6 anos, identificando crianças desnutridas, vítimas de maus tratos e abandono.
Já na área de cidadania os jovens vão identificar crianças sem registro de nascimento, menores envolvidos com prostituição infantil e uso de drogas, procurando envolvê-los nos programas governamentais de atenção a esses segmentos. Para serem preparados para atuar na comunidade, os jovens farão cursos de seis meses recebendo, durante esse período, uma bolsa de meio salário mínimo por mês. Após o treinamento eles atuarão em suas comunidades por mais seis meses, renováveis, recebendo o mesmo valor.
Para serem selecionados para o programa os jovens deverão estar frequentando a escola. A administração do programa será de responsabilidade do Estado ou município que poderá, a seu critério, formar parcerias com organizações não governamentais ou universidades, por exemplo, desde que tenham comprovada capacidade técnica.


