Cerca de 1,7 mil menores afastados do trabalho em casas de farinha de 12 municípios pernambucanos serão alvo de um programa do governo pernambucano em conjunto com a Aliança com o Adolescente para o Desenvolvimento do Nordeste. A idéia é dar alternativas de renda às famílias desses menores e propiciar que eles estudem e façam cursos profissionalizantes.
Desde a determinação do Ministério Público impedindo o trabalho infantil nesses locais, muitas famílias ficaram em situação econômica ainda pior. Ontem, uma missão da Aliança, entidade que engloba o Instituto Ayrton Senna, Fundação Odebrecht, a Fundação Kellogs e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), comandada pelo coordenador Eugênio Vilaça Mendes, reuniu-se com o governador Jarbas Vasconcelos (PMDB) e prefeitos dos municípios que concentram as casas de farinha.
Hoje e amanhã algumas dessas localidades serão visitadas por integrantes da entidade. Eles pretendem avaliar o potencial de desenvolvimento dessas áreas e fazer sugestões para o trabalho a ser implantado. De acordo com o secretário estadual de Planejamento e Desenvolvimento Social, José Arlindo Soares, a iniciativa privada, através da Aliança, vai ajudar a implantar programas estruturadores, dando condições de sobrevivência às comunidades.

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