Parcela de brasileiras que bebem cresce 34,5% em 6 anos
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Cláudia Collucci<br>Folhapress 
São Paulo - Em seis anos, o índice de mulheres brasileiras que bebem álcool frequentemente cresceu 34,5%, passando de 29% (2006) para 39% (2012). É o que revela o segundo levantamento nacional de álcool, divulgado ontem pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Foram entrevistados 4.607 pessoas com 14 anos ou mais em 149 municípios brasileiros. Desse total, 1.157 eram adolescentes.
Os dados mostram que, no geral, houve um aumento de 20% na proporção de bebedores frequentes (uma vez por semana ou mais).
As pessoas também estão bebendo mais. É o chamado beber em "binge", em que o indivíduo ingere grande quantidade de álcool (quatro unidades de álcool para mulheres e cinco unidades para homens) em um período curto de tempo (duas horas).
Entre 2006 e 2012, houve um aumento de 31% nessa forma de consumo. Novamente as mulheres estão na frente: o crescimento entre elas foi de 36% (entre os homens, foi de 29,4%).
Segundo os pesquisadores, dois em cada dez dos bebedores frequentes apresentou critérios para abuso e/ou dependência de álcool.
Apesar de a pesquisa demonstrar que metade da população brasileira não consome álcool, houve um aumento geral de 20% na frequência do uso de bebidas alcoólicas. "Metade da população não bebe, isso desmistifica aquela ideia de que todo mundo bebe. O que preocupa nesses resultados é que aumentou em 20% o consumo na outra metade", comentou o psiquiatra e professor Ronaldo Laranjeira, um dos autores da pesquisa.
Um dos dados positivos da pesquisa é que, depois que a Lei Seca entrou em vigor, caiu 21% o número de pessoas que relataram ter bebido e dirigido no último ano - o que demonstra uma tendência de diminuição desse hábito.
A pesquisa também apontou que 32% dos adultos que bebem referiram já não ter sido capaz de conseguir parar de começar a beber.(Com Agência Estado)


