Rio de Janeiro - Os primeiros quatro casos de malária autóctone (não importada de outros locais) ocorridos este ano no Estado do Rio foram registrados na cidade de Parati, no sul fluminense.
Ontem, técnicos das Secretarias de Saúde do Estado do Rio e do município de Parati, no sul fluminense, fizeram inspeções na Praia do Sono, onde houve cinco casos de malária no último mês – os quatro autóctones e um importado.
O caso mais recente foi registrado anteontem. Morador de Angra dos Reis, Norival Casimiro dos Santos esteve na Praia do Sono trabalhando como pedreiro.
Entre 1991 e 2001 a Secretaria de Saúde do Rio registrou 802 casos de malária no Estado, dos quais 780 eram importados. Não houve nenhuma morte.
‘‘No dia 18 de março, fomos procurados por um argentino que apresentava os sintomas da doença. Ele afirmou que a doença já havia se manifestado antes e que a teria contraído na Venezuela’’, disse Flávio Moutinho, coordenador da Vigilância Sanitária de Parati.
Segundo Moutinho, o argentino estaria agora em Mauá (no sul do Estado, a 190 km da capital). A Secretaria de Saúde do município já foi contatada.
O entomologista e parasitologista da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) Anthony Érico Guimarães disse que a presença do mosquito Anopheles cruzii, transmissor da malária, é comum em quase todo o litoral do país.‘‘Mas ele cria suas larvas exclusivamente em bromélias silvestres, por isso não há risco de epidemia nos centros urbanos.
Os sintomas da doença são dor de cabeça e na nuca, febre sempre no mesmo horário, vômito, náusea e letargia. ‘‘A doença é de fácil detecção e tratamento. O problema é que deve-se tomar os remédios por no mínimo 14 dias. Como muitos não fazem isso, a doença fica incubada. É o que deve ter acontecido com o argentino’’, disse o entomologista.

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