Londrina - O coordenador da Subdivisão do Interior do Instituto de Criminalística do Paraná, Luís Noboru Marukawa, e a equipe local de peritos realizaram na tarde de ontem a perícia do segundo equipamento dos paraquedistas que morreram depois de realizarem um salto no Aeroporto 14 Bis, no distrito da Warta, no sábado.
O material analisado foi utilizado pelo londrinense Rafael Cescato, de 29 anos, que teria se enroscado no paraquedas de Luís Gustavo Machado da Silva, 34, de Americana (SP), a poucos metros do chão. Silva morreu no local e Cescato chegou a ser socorrido, mas morreu no Hospital Universitário horas depois do acidente.
Segundo a perícia, o material apresentado não possuía nenhum defeito de fabricação ou sinal de emenda ou reparo recente tanto nas cordas como nas velas.
Foi constatado que o equipamento apresentava as especificações da vela principal apagadas, enquanto o do paraquedas reserva constava a informação de que a vela é apropriada para suportar 110 quilos. O equipamento possuía as inscrições PD Sabre zero P3/170 sq.ft.
Marukawa diz que realizará a comparação do que foi analisado ontem com as imagens dos vídeos do dia do acidente para checar se o paraquedas apresentado é o mesmo que foi registrado nas imagens. Ontem ele identificou uma mancha de sangue no equipamento, que supostamente seria de uma das vítimas. Na perícia realizada no paraquedas usado por Silva também não foram constatadas irregularidades.
Os dois paraquedistas eram experientes e já tinham realizado mais de 200 saltos cada um. Marukawa diz que realizará uma mesa técnica com os peritos para definir se o que aconteceu foi fruto de imperícia, imprudência ou negligência.
Sobre as condições meteorológicas, ele foi informado que estavam boas no momento do salto e conta que não havia altitude suficiente para o acionamento dos paraquedas reserva.

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