Paranavaí perde recursos para implantação de aterro
Silvana Porto
De Paranavaí
Especial para a Folha
A Prefeitura de Paranavaí não conseguiu a habilitação para receber recursos destinados à instalação de um aterro sanitário porque o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) desaprovou a área apontada pela administração. O terreno estava aprovado pelo IAP desde 1997, que voltou atrás depois da instalação de uma Vila Rural ao lado da área onde seria instalado o aterro. O secretário de Planejamento, Leoni Dal-Prá, alega que houve um desencontro de informações entre IAP e prefeitura. A consequência é que o fim do lixão da cidade esbarra na busca de uma nova área.
O chefe do escritório regional do IAP em Paranavaí, Ângelo Francisco da Silva David, diz que o desencontro aconteceu porque os dois processos do aterro e da Vila Rural foram acompanhados por técnicos diferentes do órgão.
Eu mesmo havia aprovado o terreno anterior para o aterro, mas depois a área ao lado foi aprovada por outro técnico. A proximidade dos dois terrenos só foi percebida depois, explica. A administração está agora negociando com a prefeitura de Tamboara (20 km ao sul de Paranavaí) para instalar o aterro no limite dos dois municípios. A área já está aprovada pelo IAP, observa David.
Em 10 de outubro, o promotor do Meio Ambiente, Pedro Ivo Andrade, cobrou do município o fim do lixão. O promotor lembrou que em 1994 a prefeitura assumiu o compromisso de viabilizar um aterro, com o risco do Ministério Público ajuizar ação de execução contra o município. A Secretaria de Planejamento respondeu à Promotoria, mostrando os problemas ocorridos e a dificuldade na obtenção de recursos para a execução da obra. O secretário lembra ainda que existe um convênio com o Estado, para o repasse de R$ 350 mil destinados à obra.
Leoni explica que diante da situação, a prefeitura teve que negociar com o proprietário de área ao lado do lixão a liberação do depósito de resíduos. O lixão, segundo ele, se esgotou. Mas a expectativa é que até o final do ano o município tenha em mãos a escritura do terreno aprovada, garantindo o financiamento anunciado pelo governo do Estado.





