Curitiba - A Polícia Civil do Rio Grande do Sul admitiu ontem, após ter confirmado a participação de policiais paranaenses na operação que culminou na morte do empresário Lírio Poerjio, 50 anos, que somente agentes gaúchos participaram diretamente da ação na cidade de Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre, na última quarta-feira.
Segundo o delegado Leonel Carivali, da 1 Delegacia Regional Metropolitana, ''a ação que resultou na morte de um empresário foi comandada por policiais gaúchos e não teve a participação direta dos agentes paranaenses''.
Três sequestradores (dois gaúchos e um paranaense) foram presos na ação. Outros dois ainda estão sendo procurados. A polícia civil gaúcha também informou que vai aguardar os resultados da perícia para determinar de que arma partiram os disparos que mataram o refém.
Até lá, por determinação do chefe da Polícia Civil gaúcha, delegado Ranolgo Vieira Júnior, os delegados da 1 Delegacia de Polícia Regional Metropolitana, Leonel Carivali, e o delegado da 2 Delegacia de Polícia de Gravataí, Roland Short, estão afastados do caso.
''Eles participaram da ação que estourou com o cativeiro dos sequestradores e, portanto, não podem comandar as investigações'', informou o delegado titular da Corregedoria da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, Paulo Rogério Grillo, que vai presidir o inquérito sobre a extorsão mediante sequestro que resultou na morte do empresário, além do caso do assassinato do sargento da Brigada Militar, Ariel da Silva.
Ainda foram instaurados outros dois inquéritos: um sobre a possibilidade de prevaricarização, já que os policiais paranaenses foram liberados pela polícia gaúcha após o incidente envolvendo o sargento Ariel, e outro sobre o desfecho do sequestro dos empresários.
O corpo de Ariel foi enterrado ontem em Gravataí. Os três policiais suspeitos de matar Ariel da Silva estão presos na Corregedoria Geral da Polícia Civil, em Curitiba.
Ariel foi baleado por volta da 1h30 de quarta-feira por policiais civis do Paraná que foram ao Rio Grande do Sul investigar o sequestro dos dois empresários.
O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), criticou a ação dos policiais paranaenses. ''Foi uma movimentação não avisada para a autoridade local, portanto o ponto de partida desta cadeia de problemas é esta ilegalidade.'' Em nota, a Sesp informou que os ''agentes paranaenses envolvidos no caso mantiveram a postura mais adequada possível.''

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