Paranaenses enfrentam apuros com índios
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sexta-feira, 10 de agosto de 2001
Ellen Taborda<BR>De Curitiba 
Dois empresários paranaenses passaram momentos de tensão em uma reserva indígena na Ilha do Bananal (TO). Na última segunda-feira, as três caminhonetes em que eles e mais 11 turistas de Goiás estavam foram apreendidas por índios carajás da aldeia de Santa Izabel do Morro. Os veículos só foram liberados na tarde de ontem.
De acordo com um dos turistas, o fotógrafo goiano Rômulo Barbosa, 33 anos, os índios ficaram com as caminhonetes - uma D-20, uma S-10 e uma F-1000 - porque eles não tinham pedido autorização para pescar próximo da aldeia. Quando voltavam da pescaria na Ilha do Bananal, eles foram parados por fiscais da Fundação Nacional do Índio (Funai). ''Dois índios armados com garruchas acompanhavam os fiscais. Logo depois, mais 30 indígenas, que carregavam arcos e flechas, foram avançando, aparecendo como de tocaia.''
Barbosa contou que eles começaram a pegar tudo o que encontravam pela frente, até latas de cerveja e refrigerante. ''Só não aconteceu uma tragédia porque os fiscais da Funai conseguiram contê-los.'' Os turistas foram escoltados até a aldeia, onde tiveram que deixar as caminhonetes. ''Foi uma situação, no mínimo, constrangedora. Nunca vi uma tropa de índios assim'', disse Barbosa.
Os carajás pediram R$ 20 mil para liberar os veículos. Durante cinco dias de negociações, os turistas ficaram hospedados no município de São Félix do Araguaia (MT), a 6 km da aldeia. Somente ontem os índios liberaram as caminhonetes, com o pagamento de R$ 2,5 mil e o fornecimento de 30 cestas básicas.
A reportagem da Folha não conseguiu contato com os dois empresários paranaenses - identificados como Mireto e Janir - que moram em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba. Eles estavam passando as férias em Goiânia (GO) na casa de parentes e amigos. Os dois devem voltar ao Paraná na próxima semana.


