Curitiba- A partir de amanhã, os paranaenses devem se preparar para mais uma onda de baixas temperaturas. De acordo com o Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar), a frente fria que vem provocando chuvas em praticamente todo o Estado começa a se deslocar para a Região Sudeste e para o oceano a partir de hoje, dando lugar a uma massa de ar polar. Hoje e amanhã, o dia ainda deve ser chuvoso na maioria das cidades.
A queda na temperatura será sentida a partir da noite desta quarta-feira, principalmente, no oeste e sudoeste, mas ainda não há risco maior de geada, assegurou o meteorologista do Simepar, Lizandro Jacobsen. Em Palmas, a mínima, amanhã, deverá ser de 6 graus. Em Curitiba e Ponta Grossa, as temperaturas, que hoje devem ficar entre 14 e 21 graus, amanhã caem para 8 graus, a mínima, e 17, a máxima. Foz do Iguaçu deve registrar mínima de 9 graus e máxima de 19 nesta quarta-feira. Em Londrina as temperaturas, hoje ficam entre 10 e 20 graus.
A partir desta quinta-feira, há possibilidade de ocorrerem geadas fracas e moderadas nas regiões oeste, sudoeste e sul. Na sexta-feira, a temperatura cai ainda mais e o risco de geadas aumenta, podendo atingir todas as regiões do Estado, inclusive as regiões produtoras de café, na região oeste. As geadas de maior intensidade devem acontecer nas áreas altas do sul do Paraná. A previsão é de que a mínima em Palmas seja de 3 graus. Em Foz do Iguaçu, a mínima fica na casa dos 5 graus. Em Curitiba, as temperaturas devem variar entre 7 e 19 graus e, em Londrina, de 10 a 24 graus.
Segundo Jacobsen, as baixas temperaturas para esta época de ''transição'' entre outono e inverno são comuns. Atípicas, lembrou ele, foi o calor registrado nessa época nos dois últimos anos.
O resfriamento, de acordo com o meteorologista, não deve são tão intenso a ponto de provocar a chamada ''geada negra'', registrada no ano de 2000, quando muitos produtores rurais tiveram prejuízos em suas plantações. A geada negra é aquela que não forma gelo, mas queima as plantas por causa das temperaturas que chegam abaixo de zero grau. Antes de 2000, o último registro desse tipo de geada, com vasto prejuízo ao setor agrícola, ocorreu em 1975.

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