O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou na última quarta (10) o Registro Civil 2024, com informações sobre o resultado de nascimentos, óbitos, casamentos e divórcios. No Paraná, foram registrados 58.675 casamentos civis em 2024, um aumento de 3,74% em relação a 2023. As pessoas casaram mais no Brasil, no Paraná e em 9 dos 10 municípios mais populosos do estado em 2024.

O município paranaense que registrou o maior aumento em relação a 2023 foi Fazenda Rio Grande (Região Metropolitana de Curitiba), com crescimento de 23,87% nos casamentos civis. Já Colombo (RMC) reduziu em -4,18% o número de recém-casados no civil em 2024.

Já o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo representa 1,12% dos casamentos no Paraná. Em 2024, o Paraná realizou 663 casamentos civis entre pessoas do mesmo sexo, em uniões homoafetivas, o que representou uma variação positiva de 14,31% em comparação com o ano anterior.

Dentre os 10 municípios paranaenses mais populosos, Londrina apresentou o maior percentual de uniões homoafetivas, com 2,60% dos casamentos civis em 2024 tendo sido celebrados entre pessoas do mesmo sexo. Foram registrados 90 casamentos em 2024 no município, um aumento de 52,54% em comparação a 2023 (quando aconteceram 59 uniões). Já a variação entre 2015 (25 casamentos) e 2024 foi de 260%.

Dos 663 casamentos civis entre pessoas do mesmo sexo realizados no Paraná em 2024, 65,01% foram entre cônjuges femininos, e 34,99% entre cônjuges masculinos.

O Paraná teve um aumento positivo de 123,23% no número de casamentos entre pessoas do mesmo sexo no comparativo dos últimos 10 anos, de 2015 a 2024.

Divórcios

Os divórcios diminuíram entre 2023 e 2024 no Paraná. Foram concedidos 23.397 divórcios em 1ª instância ou por escrituras extrajudiciais em 2024 no Paraná, uma redução de 197 divórcios (-0,83%) em relação a 2023 (23.594 divórcios).

Dentre os 10 municípios mais populosos do Paraná, Ponta Grossa (Campos Gerais) e Guarapuava (Centro) tiveram os maiores percentuais de aumento no número de dissoluções de 2023 para 2024, com 12,54% e 6,34%, respectivamente. Por outro lado, em Fazenda Rio Grande, as dissoluções apresentaram uma redução significativa (-23,95%), com 426 divórcios realizados em 2023, e 324 divórcios realizados em 2024.

Em relação ao tempo transcorrido entre a data do casamento, e a data da sentença ou escritura de divórcio, os casamentos que duraram 26 anos ou mais representaram o maior grupo, respondendo por 20,21% dos divórcios no Paraná em 2024. Na sequência, os casamentos entre 10 e 14 anos representaram 14,91% dos divórcios realizados em 2024 no Paraná, e as dissoluções antes de 1 ano de casamento representaram 4% dos divórcios no estado.

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Queda nos nascimentos

Em 2024, foram registrados 131.413 nascimentos no Paraná, o que indica uma queda (-6,35%) na comparação com 2023 (140.324) . A variação do estado superou a variação nacional (-5,80%), além de ter sido a maior variação negativa dos últimos 10 anos (2015 a 2024).

Em Londrina foram registrados 6.468 nascimentos em 2024, uma redução de 2,41% em comparação a 2023 (6.628). É a segunda menor redução no número de nascimentos entre os dez municípios mais populosos do Paraná.

Cascavel (Oeste) registrou a menor redução no número de nascimentos em 2024 (-1,63%), com 6770 nascimentos - em 2023 foram 6.882. Na outra ponta, a maior variação foi em Fazenda Rio Grande (-14,96%), com 1.103 nascidos vivos em 2024, sendo que no ano anterior foram 1.297 nascimentos.

Maringá (Noroeste), dentre os 10 municípios mais populosos do Paraná em 2024, registrou o maior percentual de gêmeos nascidos em 2024, com 3,13% dos nascimentos com duas vidas por parto.

O município de Colombo, dentre os 10 mais populosos do estado, registrou o maior índice (0,05%) de nascimentos nos quais a mãe possuía 50 anos ou mais de idade na data do parto, em 2024.

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. | Foto: Pekic/Getty Images

Idade das mães

No Brasil, 0,49% dos nascimentos foram de mães que tinham menos de 15 anos na data do parto. No Paraná, este mesmo índice foi um pouco menor, registrando 0,30% dos partos (396 nascimentos), e, em Curitiba, o índice foi ainda menor, com 0,12% (28 nascimentos) dos partos de mães que tinham menos de 15 anos de idade na data do nascimento de seus bebês.

Ainda em relação à idade da mãe na data do parto, no comparativo do estado do Paraná e dos 10 municípios mais populosos do estado, todos registraram o maior índice de nascimentos na faixa etária de 25 a 29 anos de idade da mãe na data do parto, exceto o município de Maringá, que registrou o maior percentual de nascimentos na faixa etária de 30 a 34 anos das mães, com 28,48% dos nascidos vivos.

Por outro lado, o município de Colombo apresentou o menor percentual de nascidos vivos de mães entre 30 e 34 anos, com 17,2% dos partos.

Óbitos

O volume de óbitos ocorridos no Paraná, entre 2015 e 2024, teve um acréscimo de 26,56%, passando de 70.250 ocorrências em 2015 para 88.905 em 2024. Enquanto nas idades iniciais os declínios foram significativos, para as idades acima de 60 anos foram observados aumentos importantes, fruto do envelhecimento populacional.

O Paraná apresentou redução expressiva na mortalidade de crianças de até 1 ano de idade (-23,73%), passando de 1.715 mortes em 2015, para 1.308 óbitos em 2024. A variação de 2023 para 2024 também foi significativa, com uma redução de 10,59% dos óbitos de crianças com menos de 1 ano.

Em 1976, os óbitos de menores de 1 ano e de menores de 5 anos representavam 27,82% e 34,74% do total de óbitos no Brasil, respectivamente. Quase cinquenta anos depois, os avanços conseguidos em termos de diminuição da mortalidade das crianças menores de 5 anos foram significativos no país, e estes percentuais passaram a representar 1,71% e 0,37%, respectivamente. Observa-se a mesma tendência no Paraná, que em 2024 registrou 1,47% dos óbitos de crianças menores de 1 ano, e 0,35% dos óbitos de 1 a 4 anos de idade.

Por outro lado, o aumento dos óbitos da população com idades acima de 60 anos no Paraná segue crescente, de 43,37% em 1984, para 72,65% dos óbitos ocorridos e registrados em 2024. Esta tendência de aumento do número de óbitos nestas faixas etárias é explicada pela diminuição generalizada dos níveis de mortalidade nos demais grupos de idade. Pessoas que até então não conseguiam alcançar as idades mais avançadas, em função do alto nível de mortalidade, começaram a envelhecer, fazendo com que o número de óbitos acima de 60 anos aumentasse ao longo deste período.

Em 2024, o Paraná registrou que 54,45% dos óbitos ocorridos foram de pessoas com 70 anos ou mais.

A faixa etária que teve a maior redução no número de óbitos, ao longo dos últimos 10 anos, foram as pessoas entre 15 e 19 anos. Esta redução foi acompanhada pelo estado (-34,17%) e por grande parte dos municípios, tais como Cascavel (-63,16%), Colombo (-75,68), Curitiba (-57,25%), Fazenda Rio Grande (-87,50%), Foz do Iguaçu (-45,16), Guarapuava (-11,76), Londrina (-55,00%), Maringá (-4,55%) e São josé dos Pinhais (-53,13%).

(Com informações da Assessoria do IBGE)

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