Paranaense pode ser condenado à morte
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quinta-feira, 05 de agosto de 2004
Leandro Donatti<br>Equipe da Folha 
Curitiba- O paranaense Rodrigo Gularte vai aguardar preso julgamento por tráfico internacional de drogas na Indonésia. Rodrigo e outros dois brasileiros foram detidos no último sábado, no aeroporto de Jacarta, capital da Indonésia, rumo a Bali, portando cocaína.
De acordo com informações do Ministério das Relações Exteriores, o rapaz assumiu a responsabilidade pelos seis quilos da droga, escondidos em pranchas de surfe, e os outros dois rapazes foram libertados. Os seis quilos estavam distribuídos em 12 pacotes dentros das pranchas e as pranchas vinham de Florianópolis, Santa Catarina.
Na Indonésia, o tráfico de drogas é punido com pena de morte. Em recentes casos por um pelotão de fuzilamento. Após a confissão, segundo a assessoria de imprensa do Itamaraty, a embaixada brasileira procurou as autoridades indonésias para defender a libertação dos outros dois brasileiros, não identificados a pedido das famílias.
Os parentes mais próximos de Rodrigo moram em Curitiba e acompanhavam nervosos os desdobramentos do caso. A família soube somente ontem da prisão. Rodrigo passou pelo Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, quando se despediu da mãe, Clarisse Gularte.
A Folha tentou contato com a família, mas não conseguiu. Durante entrevista à Rede Paranaense de Comunicação, afiliada da Rede Globo no Paraná, a mãe de Rodrigo fez um apelo para que filho seja transferido da Indonésia e seja julgado pelas leis do Brasil, que nesses casos, são mais brandas.
Rodrigo nasceu em Foz do Iguaçu e estudava Administração de Empresas em Florianópolis. De acordo com a família, já teria sido internado duas vezes por usar drogas, mas nunca foi preso.
Como acontece em todo o caso de detenção de cidadãos brasileiros acusados de crimes cometidos no exterior, o rapaz preso em Jacarta receberá a assistência consular, que é limitada pela legislação local. Representantes da embaixada vão acompanhar as condições de prisão, se ele não está sujeito a tratamento discriminatório e se seu direito a defesa está sendo observado. (Com Denise Chrispim Marin, da Agência Estado)


