Paranaense grávida move ação contra a Shering do Brasil
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 04 de agosto de 1998
Adriana Ribeiro 
Tatiane Salazário Maia, 17 anos, que afirma ter ficado grávida depois de ter consumido o anticoncepcional Microvlar de farinha, produzido pelo Laboratório Shering do Brasil, moverá uma ação contra a empresa para pedir indenização. A ação será impetrada pelo advogado Frederich Rosa, que defende a garota. Tatiane está grávida de quatro meses.
Segundo Ivone Martins Salazário, mãe de Tatiane, a família decidiu tomar a medida para garantir o acompanhamento médico durante a gestação, o parto e demais gastos que possam ser necessários após o nascimento.
Ivone disse que Tatiane está muito preocupada com a saúde do bebê, porque a gestação aconteceu num período considerado de risco. Pouco antes de engravidar, ela havia tomado vacina contra a rubéola, doença que pode causar deficiências no feto. O risco também existe para as mulheres que engravidam num período de três meses, após a aplicação da vacina.
Tatiane pretende mover a ação, mesmo sem ter a cartela do Microvlar que usou. O material seria a principal prova de que fora vítima do medicamento que, sem ter o princípio ativo necessário, fez diversas vítimas em todo o País.
Esta semana, Tatiane iniciou uma série de exames que serão anexados à ação que será movida contra o laboratório.


