O risco de que a febre amarela chegue ao Paraná levou a Secretaria de Saúde do Estado a intensificar a campanha de vacinação contra a doença entre os dias 2 e 12 de abril. A febre amarela urbana é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, também vetor da dengue. Apesar de não haver registro de casos da doença, os altos índices de infestação do mosquito preocupa autoridades da saúde.
A vacinação será intensificada em 17 das 22 regionais de Saúde do Estado. Somente as regiões de Curitiba, Ponta Grossa, Irati, União da Vitória e Pato Branco não terão a campanha já que, segundo a secretaria, não apresentam focos elevados do mosquito. Crianças com um ano de idade podem receber a vacina.
Durante a campanha, as pessoas serão convocadas a procurar os postos de saúde. A secretaria vai disponibilizar 400 mil doses para os 22 municípios da 17ª Regional de Saúde, em Londrina, que têm ainda um total de 365.570 pessoas para serem imunizadas.
De acordo com a enfermeira do Setor de Epidemiologia da 17ª RS, Ângela Pacheco, do total de 763.090 pessoas dos 22 municípios de abrangência da 17ª RS, apenas 402.207 receberam a vacina, o que corresponde a 52,71% de cobertura vacinal. Em Londrina, este índice é de 45%. De meados de 1999 até hoje, foram imunizadas 200 mil pessoas. Ainda faltam 265 mil.
Típica da Região Norte do País, a febre amarela tem surgido em Estados próximos do Paraná, como Minas Gerais e São Paulo, por isso a necessidade da prevenção. Entre 1998 e 1999 foram observados surtos em alguns Estados como Pará, que teve 59 casos; Tocantins, 16 casos, e Roraima, com 10.
A partir de 1999, quando houve um surto da doença em Goiás, documentou-se um deslocamento da circulação do vírus para as regiões Sul e Leste do País. Em 2000, foram detectados casos em São Paulo e Bahia, onde os últimos registros datavam, respectivamente, de 1953 e 1948.
Uma campanha de vacinação foi desencadeada pelo Ministério da Saúde com o objetivo de atingir todas as áreas endêmicas do País, principalmente nas regiões Norte e Centro-Oeste; além das áreas limítrofes: São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Bahia. Desde 1998 foram vacinadas 48 milhões pessoas.

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