Paraná vai intensificar vacinação
Maigue Gueths
De Curitiba
Apreensiva com o registro de casos de febre amarela em algumas regiões do País, a Secretaria de Estado da Saúde vai intensificar a vacinação no Paraná. Para garantir maior prevenção, as vacinas serão aplicadas na população acima de 1 ano de idade em todas as localidades que já tiveram infestação do Aedes aegypti mosquito transmissor da dengue e febre amarela acima de 1%, embora o Ministério da Saúde esteja recomendando o trabalho apenas em áreas onde a existência do mosquito ultrapasse os 5%.
O que nos preocupa é a urbanização desses casos, diz o diretor do Centro de Informações e Diagnósticos em Saúde, Nereu Hhenrique Mansano. A vacinação está sendo feita em todos os postos de saúde nas regionais de risco e nas sedes das regionais de Curitiba, Irati, Ponta Grossa, União da Vitória e Pato Branco. Na região de Curitiba, também há vacinação no Aeroporto Internacional Afonso Pena, na Unidade Ouvidor Pardinho (Rua 24 de Maio esquina com Av. Iguaçu) e na Fundação Nacional de Saúde (Rua Cândido Lopes, 208).
Desde agosto do ano passado, a Saúde conseguiu vacinar 49% da população maior de 1 ano contra a febre amarela nos municípios do litoral e das regiões Norte, Noroeste e Oeste, que fazem parte das regionais de Saúde que já tiveram alguma infestação acima de 1% do mosquito Aedes aegypti. Agora, a campanha de vacinação continua nestas regiões, com expectativa de alcançar 100% da população nesta faixa etária.
Nos municípios que integram as regionais de saúde de Curitiba, Ponta Grossa, Irati, Pato Branco e União da Vitória, as quais não tiveram infestação do mosquito superior a 1%, a secretaria está orientando a vacinação só entre a população que vai viajar para as regiões Centro-Oeste e Norte do Brasil. A vacina deve ser tomada dez dias antes da viagem.
O último caso de febre amarela urbana no Paraná foi registrado em 1966, segundo Mansano. O que existe ainda no País, segundo ele, é a febre amarela silvestre, transmitida pelo mosquito Hemagogus entre macacos. Recentemente a contaminação aconteceu justamente em pessoas que se deslocaram para florestas, como Alto Paraíso, em Goiás, onde é comum a febre silvestre. O caso de febre amarela no Rio de Janeiro e uma suspeita em Campinas também aconteceram em pessoas que estiveram em áreas de selva.





