São Paulo - Com 4,47 milhões de pessoas vacinadas até a manhã de ontem, o Paraná é o primeiro Estado a ultrapassar o índice de 90% de imunização previsto pelo Ministério da Saúde para a campanha de vacinação contra a gripe A (H1N1). Foi imunizado um percentual de 92,88% dos grupos considerados prioritários. As informações são da Agência Brasil.
A Secretaria da Saúde apela agora às gestantes e adultos de 30 a 39 anos para que procurem o mais rápido possível um posto de saúde. As vacinas estão disponíveis em todos os postos dos 399 municípios do Paraná, gratuitamente.
O índice de cobertura no caso das gestantes até agora é de 78% e, segundo a Superintendência de Vigilância em Saúde, a situação é mais preocupante entre adultos de 30 a 39 anos. Foram vacinadas 908 mil pessoas, o que totaliza pouco mais de 55% de cobertura. Os dois grupos tiveram o prazo prorrogado para até o dia 2 de junho, mesmo período das crianças entre dois anos e cinco anos incompletos.
Trabalhadores, indígenas, portadores de doenças crônicas, maiores de 60 anos e crianças menores de dois anos foram 100% vacinados. Entre os adultos na faixa de 20 e 29 anos, a cobertura atingiu 83%.
No último boletim epidemiológico da gripe no Paraná, aparece o registro de 1.223 casos este ano, sendo que 11 tiveram evolução no quadro clínico e morreram.
De acordo com a Secretaria de Saúde, há uma expectativa que doses excedentes de outros Estados sejam enviadas ao Paraná que então adotará nova estratégia de distribuição. O Estado foi o que mais sofreu com a gripe no ano passado, quando foram confirmados mais de 60 mil casos da doença e 288 mortes.
Morte por plasil
O Hospital de Caridade São Francisco de Paula, em São Francisco (276 km de Porto Alegre), abriu sindicância para investigar o caso de uma menina de quatro anos, que morreu no sábado minutos após tomar uma injeção de Plasil, medicamento usado contra náusea e vômitos.
De acordo com Roberto Carlos Barone, diretor técnico do hospital, em cerca de 20 a 30 dias podem ser reunidos dados mais concretos sobre o caso. ''Estamos levantado os fatos, apurando o que aconteceu e não temos nenhuma conclusão no momento''.
O Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul instaurou sindicância hoje para investigar o hospital. O conselho quer explicações de diretores da instituição e dos médicos que atenderam a criança.(Com Folhapress)

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