Paraná teve 1.688 casos da doença em 2003
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sábado, 29 de janeiro de 2005
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba- O Paraná registrou, em 2003, 1.688 casos de hanseníase, oito a mais do que em 2002. Os dados são da Coordenação de Doenças Infecciosas da Secretaria de Estado da Saúde, que registrou um decréscimo na média de pacientes que abandonam o tratamento: de 35,4, em 2001, para 25,8, dois anos depois. Desde 2003, 287 dos 399 municípios paranaenses estão inseridos no processo de incremento de ações para a eliminação da doença.
Para a coordenadora do Movimento Nacional de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), Francisca Barros da Silva, nos últimos dois anos, houve um avanço importante para a eliminação da hanseníase no Brasil, pois o poder público passou a dar maior atenção ao problema. ''Mas isso não significa que a doença esteja sob controle'', alertou. Ela acredita que a importância das ações está mais no trabalho junto aos chamados ''comunicantes'' pessoas da família que estão em contato com o doente e, portanto, sujeitas ao contágio e com os abandonos, já que hanseníase deixa de ser contagiosa com o tratamento.
Na próxima segunda-feira, o Morhan distribuirá panfletos com orientações sobre a hanseníase, chamando a atenção para a questão do preconceito contra os doentes. O evento acontecerá na Boca Maldita e no Terminal Guadalupe, no centro de Curitiba, para lembrar o Dia Mundial de Combate à Hanseníase. A artista Elke Maravilha, voluntária do movimento, participará da mobilização.
A Secretaria de Estado da Saúde também participa do ato, em Curitiba, e cada uma das 22 regionais fará eventos paralelos. Serão distribuídas camisetas com o slogan ''Hanseníase: É fácil curar. É só tratar'', além de cartazes, folders, adesivos e banners.


