Curitiba - O Paraná ficou com a segunda maior fatia do bolo de recursos que o Ministério das Cidades está destinando aos estados para obras de abastecimento e esgotamento sanitário. São R$ 325,1 milhões de um total de mais de R$ 1,7 bilhão, oriundos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), que serão distribuídos entre 125 municípios e 11 capitais de 12 estados. Os investimentos deverão beneficiar cerca de 7,6 milhões de brasileiros.
A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) vai aplicar os recursos em obras nos municípios de Curitiba, Colombo (região metropolitana), Foz do Iguaçu, Cascavel, Londrina, Francisco Beltrão, Toledo, São Mateus do Sul, Ponta Grossa, Capanema, Araruna, Pato Branco, Maringá, Cornélio Procópio, Palmeira, Arapongas, Apucarana, Rolândia e Umuarama.
O diretor de Investimentos da Sanepar, Domingos Budel, garantiu que as obras serão licitadas no primeiro semestre do ano que vem e o início da execução se dará no decorrer de 2004 e 2005. A maior parte dos recursos cerca de R$ 157 milhões será destinada a melhorias no sistema de abastecimento de Curitiba. Parte desse dinheiro atenderá projetos de recuperação de trechos da rede coletora de esgoto e adequações nos sistemas de macro e micromedição de água.
Em Londrina, serão investidos R$ 7 milhões no sistema de tratamento de efluentes da Estação de Tratamento de Água (ETA) Tibagi. A falta de destinação adequada para o lodo resultante do processo é um dos passivos ambientais da Sanepar no município. Está prevista, ainda, a construção de mais três reservatórios com capacidade de cinco milhões de litros, cada um, para atender a região norte da cidade, e outro centro de reservação junto à ETA Cafezal, com capacidade para 2,5 milhões de litros. A rede de distribuição de água também receberá melhorias.
Maringá terá a rede de esgotos ampliada em cerca de 90 quilômetros, o que estenderá o serviço de coleta a mais 4,1 mil ligações. Estão previstos investimentos de R$ 7 milhões na cidade. Também estão previstas para Ponta Grossa obras de ampliação da rede de esgotos, a construção de uma estação de tratamento e implantação de 2,1 mil novas ligações, totalizando investimento de R$ 6 milhões.
Em Francisco Beltrão, serão investidos R$ 5,4 milhões na construção de uma estação de tratamento de esgotos e ampliação da rede coletora em 40 quilômetros. Budel lembrou que há, ainda, nesses municípios, outras obras previstas ou em andamento com outras fontes de financiamenteo, que não do FGTS.
Além do Paraná, os contratos atendem a demandas dos governos dos estados do Amazonas (R$ 100 milhões), Ceará (R$ 65,1 milhões), Maranhão (R$ 102 milhões), Pará (R$ 81 milhões), Paraíba (R$ 142,9 milhões), Piauí (R$ 29,4 milhões), Rio Grande do Norte (R$ 154,8 milhões) e Sergipe (R$ 94 milhões) e das empresas Sabesp (estatal paulista - R$ 324,7 milhões), Copasa (estatal mineira - R$ 71 milhões), Sanasa (empresa de Campinas/SP - R$ 120 milhões), Caesb (do Distrito Federal - R$ 55,3 milhões), Pró-Lagos (concessionária da Região dos Lagos/RJ - R$ 53,2 milhões) e Eco-Ita-Enob (do município de Itapevi/SP - R$ 5,7 milhões).
A assessoria de imprensa do Ministério das Cidades informou que a liberação dos financiamentos levou em consideração as demandas dos estados e a capacidade de endividamento das empresas que vão administrar as obras.

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