Paraná terá mais quatro termoelétricas
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terça-feira, 20 de julho de 1999
Por Evandro Fadel 
Curitiba, 21 (AE) - O ministro das Minas e Energia, Rodolpho Tourinho Neto, disse hoje em Curitiba que o governo acrescentará mais 26 mil megawatts (MW) de energia elétrica ao sistema até o ano 2004, dos quais, 11 mil MW virão de usinas termoelétricas. "Nós vamos atingir essa meta de qualquer forma", garantiu. Ele esteve no Paraná para assinar termos de compromisso para a construção de mais quatro usinas e ampliação de outra, com investimentos de R$ 1,5 bilhão.
Segundo o ministro, a instalação das termoelétricas em todo o País marca a "transição" por que passa o sistema elétrico brasileiro. Além de deixar o modelo estatal e passar a ter suporte financeiro garantido pela iniciativa privada, ele ressaltou a transição de matriz energética, aumentando a participação do gás natural de 3% para 12%.
"É a única saída no momento", disse Tourinho Neto. Por isso, o ministério estuda a construção de um segundo gasoduto ligando o Brasil à Bolívia.
A usina de Araucária, na região metropolitana de Curitiba, com previsão de término para março de 2002, utilizará o gás natural proveniente da Bolívia, com potência de 480 MW. Posteriormente, será agregada a produção de mais 600 MW, tendo como combustível o resíduo asfáltico proveniente do refino de petróleo da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar).
Também tendo como combustível o gás natural boliviano a termoelétrica de Londrina, no norte do estado, entra em operação em março de 2003, com potência de 476 MW.
Em Pitanga, na região central, uma termoelétrica começa a operar em meados de 2004, utilizando o gás natural de reservas locais. A potência instalada será de 25 MW. A previsão é que a usina que será construída em São Mateus do Sul, no sul do Paraná
entre em operação em março de 2003, produzindo 70 MW. Ela terá como combustível o xisto betuminoso proveniente de jazida local.
Em Figueira, no norte do Paraná, a usina termelétrica, que atualmente produz 20 MW, terá potência ampliada para 120 MW, operando a partir de outubro de 2001. A usina utiliza carvão pulverizado.
Juntamente com várias empresas privadas, a Companhia Paranaense de Energia (Copel) participará da construção dessas termoelétricas, com no máximo 30% do investimento. Atualmente, a Copel tem potência instalada de 2.498 MW.
Com as termoelétricas, a potência instalada no Paraná será ampliada em 70%. "Estamos abrindo alternativas para que todas as regiões do estado intensifiquem projetos de geração de empregos", disse o governador Jaime Lerner (PFL).


