Paraná terá curso com base em conceito Zeri
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quinta-feira, 25 de janeiro de 2001
Israel Reinstein De Curitiba 
O Paraná vai ganhar um curso para formar pessoas que pensem em tecnologia capaz de transformar o lixo gerado pelas indústrias e agricultura em dinheiro. Em agosto deste ano está previsto a formação de cadeira no conceito Zeri que estuda e pesquisa formas de agregar valor aos resíduos que vai funcionar na Universidade do Meio Ambiente em Curitiba. Ontem, o economista Gunter Pauli (foto), um dos idealizadores desse conceito, esteve no Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade, discutindo formas de aplicar essa nova idéia dentro da realidade brasileira e paranaense.
Pauli disse que o conceito Zeri pode ser aplicado em quase todas as áreas produtivas. Atualmente é desenvolvido em 40 países, sendo aplicado em grandes empresas, como a Fiat e Toyota. O economista disse que no Japão e Europa esse conceito está mais arraigado. No Brasil, há um trabalho de aproveitamento de todos os subprodutos do arroz. Para o Paraná, ele acredita que o conceito pode ser empregado nas novas indústrias ou nos setores extrativistas.
Como exemplo, Pauli sugeriu a aplicação entre os madeireiros, que só aproveitam a madeira. Nas folhas de coníferas, espécies de árvores existentes no Estado, há uma substância que impede formação de fungos. Se fosse feito um estudo, poderia descobrir um fungicida natural para ser empregados nas plantações, evitando gastos com fungicidas industriais, disse.
O curso na Universidade Livre do Meio Ambiente terá 25 vagas destinadas a jovens.


