Paraná terá 'consultórios de rua'
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quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Diogo Cavazotti<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Até o final do ano, 70 ''consultórios de rua'' estarão funcionando em todo o Brasil No Paraná, Curitiba e Maringá já estão com os projetos em andamento As unidades móveis são usadas para prestar atendimento à população em situação de rua Cada cidade irá receber R$ 150 mil por ano para o projeto, financiado pelo Ministério da Saúde
Em casos mais graves, os funcionários dos consultórios ambulantes irão facilitar o acesso aos hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) ''O trabalho é novo e sai do espaço de quatro paredes Com isso, diminuímos a distância com a população de rua'', explica a assessora técnica da área de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas do Ministério da Saúde, Miriam Di Giovanni Ela participou recentemente, em Curitiba, de encontro promovido pelo Ministério Público
Os ''consultórios de rua'' pretendem assegurar a efetividade de acesso dos moradores de rua às ações desencadeadas no contexto do Plano Integrado de Enfrentamendo ao Crack e outras Drogas Ações de saúde mental também estão incluídas no trabalho do novo projeto
Em Curitiba, o trabalho vem sendo desenvolvido há dois meses Nas noites de quarta-feira, o consultório vai até a Praça Osório e atende, em média, 50 pessoas O tratamento é multidisciplinar e possibilita a construção de vínculos com a população fora dos muros das instituições públicas de saúde Participam do projeto psiquiatras, psicólogos, auxiliares de consultório dentista, educador físico e redutor de danos
A coordenadora do Movimento da População de Rua de Londrina, Vanessa Santos, acredita que a cidade tem demanda para um projeto como este ''Os consultórios ambulantes poderiam suprir uma parte do problema enfrentado pelos moradores de rua É uma pena que Londrina não irá receber'', diz Segundo a assessora técnica do MS, Londrina não irá receber o projeto pois não fez a inscrição até a data limite, dia 10 deste mês O pedido para que Cascavel participe do projeto está em análise
Conforme Ana Olympia Marcondes Dornellas, diretora executiva da secretaria municipal de Saúde, o Executivo optou por priorizar a participação do município no programa das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), que terão um investimento de cerca de R$ 2,6 milhões por parte do governo federal ''Como em ambos os programas é preciso de uma contrapartida do município, optamos por não perder esta oferta'', explica ''No entanto, já estamos realizando um estudo para inscrever o município, em 2011, no programa Consultórios de Rua''
O representante do Movimento Nacional dos Moradores de Rua do Paraná, Leonildo José Monteiro, reconhece a importância do projeto, mas fez críticas quanto à criação do trabalho ''Se os moradores de rua participassem da criação do projeto, os resultados poderiam ser otimizados, além de contribuir para gerar renda para alguns deles'' (Colaborou Fernanda Carreira)


