Curitiba - O caminhoneiro Odilon Lourival de Souza não se importou de comparecer a uma sala da Polícia Militar na Rodoferroviária de Curitiba, logo após descer de um ônibus que vinha de São Paulo, por volta das 14h30 de ontem. Ele foi o único dos passageiros a ser considerado ''suspeito'' pelos policiais que observavam o desembarque. O objetivo da operação é acabar com supostas quadrilhas de paulistas que estariam roubando relógios caros (na maioria rolex) na cidade.
Souza mora em Itajaí (SC) e estava vindo de São Paulo. ''Tudo bem'', conformou-se. Tirar foto para um banco de dados e deixar que a bagagem fosse revistada também não foram problemas.
Segundo o secretário de Estado da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, a operação Sinal Vermelho foi deflagrada depois da prisão de 23 pessoas, nos últimos meses, por roubo de relógios - eram todas de São Paulo, 80% de Francisco Morato. O veículo mais comum de vinda e de retorno é o ônibus.
As pessoas que têm pouca bagagem ou que já estão com passagem de volta comprada são consideradas suspeitas na primeira avaliação. De madrugada ou no início da manhã, quando, segundo a polícia, normalmente há mais possibilidades de os assaltantes chegarem, são feitas fotografias no desembarque. Na semana passada, um dos presos à tarde havia sido filmado pela manhã.
O secretário Delazari afirmou ter feito contatos com policiais de São Paulo e haverá colaboração para identificar os receptadores dos relógios. A operação na rodoviária de Curitiba não tem prazo para terminar.

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