Curitiba - Muita energia para pouca oportunidade. De acordo com a Associação Paranaense de Geradores de Energia (APGE), o Estado tem o segundo maior potencial para construção de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) no País, ficando atrás apenas de Minas Gerais, entretanto, ainda está numa posição desfavorável em relação à energia gerada por meio deste empreeendimento alternativo.
As PCHs são usinas cuja produção de eletricidade fica entre 1 e 30 Megawatts (MW) e podem ser autorizadas para empresas ou pessoas físicas, sem a necessidade de licitação, bastando que sejam atendidas as exigências ambientais. E, mesmo com o custo do quilowatt produzido mais alto do que o gerado em uma usina de grande porte, as pequenas centrais causam menos impacto ambiental. Ela opera a fio d'água, ou seja, seu reservatório não altera substancialmente o fluxo de água do rio.
De acordo com o presidente da APGE, o Estado pode se desenvolver nesse setor se ampliar os investimentos, além de trabalhar em conjunto com os investidores. ''O potencial hídrico do Paraná é enorme e para a construção de PCHs é necessário que os rios tenham quedas, cachoeiras. Boa parte dos rios do Estado tem esta característica. Agora esperamos que os processos sejam acelerados'', afirmou.
Gustavo esteve presente ontem, no Palácio das Araucárias, em Curitiba, na entrega feita pelo governador Beto Richa, das autorizações de nove licenças ambientais prévias e uma licença de instalação para empreendimentos de PCHs para municípos da Região Metropolitana de Curitiba (três nas cidades de Doutor Ulysses e Cerro Azul), do Oeste (três nos municípios de Nova Cantu, Laranjal, Altamira do Paraná, Mato Rico, Palmital e Roncador), do Centro-Sul (um em Prudentópolis e Turvo e outra PCH em Guarapuava), no Sudoeste (um em Clevelândia) e no Noroeste (a licença de instalação em Santa Fé e Nossa Senhora das Graças). No total, o potencial de geração das dez PCHs chega a 82,2MW.
De acordo com o presidente da Companhia Paranaense de Energia (Copel), Lindolfo Zimmer, estes dez empreendimentos, que ainda terão que passar pelo crivo da Assembleia Legislativa (AL), antes de serem reiniciados, deverão movimentar até R$ 600 milhões em investimentos.

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