Paraná tem primeiro caso de chikungunya no período epidemiológico
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terça-feira, 17 de setembro de 2019
Rafael Costa - Grupo Folha 
Curitiba - Um caso importado de chikungunya em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, é a primeira confirmação da doença no Paraná no período epidemiológico, que começou em 28 de julho e vai até agosto de 2020.

O vírus transmitido pelo Aedes Aegypti foi contraído por uma mulher de 55 anos em Alagoas, segundo informações da Sesa (Secretaria de Estado da Saúde), que divulgou o novo boletim da dengue nesta terça-feira (17).
A coordenadora de Vigilância Ambiental da pasta, Ivana Belmonte, explica que a confirmação não representa alto risco de disseminação, já que o caso não é autóctone (transmitido localmente) e Araucária não é considerada uma cidade infestada. O número de notificações para a chikungunya no período chegou a 39.
Já os dados relacionados à dengue continuam preocupantes, segundo a coordenadora. O número de casos confirmados é de 354 neste período epidemiológico. Houve 97 novas confirmações— um aumento de 37,7% em uma semana. O aumento de casos autóctones de dengue foi de 44,1%. A variação considerada normal é de 10%.
Na Regional de Saúde de Londrina, o total de confirmações chegou a 41, sendo 36 autóctones. A soma representa um aumento de 192,9% em relação à semana anterior, quando havia 14 casos confirmados.
Há casos da doença em 79 municípios do Estado, concentrados nas Regionais de Saúde de Maringá, Foz do Iguaçu, Paranavaí, Cornélio Procópio, Londrina, Umuarama e Campo Mourão. Foram feitas 3.355 notificações para a dengue desde 28 de julho. “A gente ainda não saiu do inverno, apesar das altas temperaturas. Um número elevado neste período indica que, provavelmente, teremos um verão com bastante circulação viral”, alerta a coordenadora.
Segundo Belmonte, o cenário reflete uma tendência nacional de aumento, causada pela circulação do sorotipo 2 da dengue — mudança que amplia o número de pessoas suscetíveis à infecção. Ela lembra que a única forma de combater o mosquito é prevenir os criadouros, que ocorrem sobretudo em locais removíveis, como lixo e vasos de plantas.


