Curitiba - Um estudo divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que pesquisou os principais indicadores socioeconômicos do País em 2005, mostra que o Paraná tem alguns dos piores índices entre os estados da Região Sul. A Síntese dos Indicadores Sociais traz ainda um comparativo com a situação do Brasil em 1995, mostrando que houve evolução em vários pontos, como no índice de analfabetismo. Ainda assim, 10,9% da população não sabe ler e escrever (veja infográfico).
O levantamento do IBGE foi feito em todos os estados brasileiros e apresenta detalhes inclusive sobre as principais regiões metropolitanas, incluindo Curitiba. Uma das principais conclusões a que o estudo chegou foi a da redução do percentual de famílias formadas por casais com filhos. O IBGE aponta o crescimento da participação das mulheres no mercado de trabalho nestes 10 anos como um dos fatores que contribuiu para isso.
Este é o mesmo motivo que, segundo o IBGE, teria contribuído também para o aumento do número de famílias brasileiras que são chefiadas por mulheres. De 1995 para 2005, este índice subiu 35%, passando de 22,9% do total para 30,6%.
Nos últimos 10 anos, houve uma diminuição das famílias que vivem com um rendimento per capita de até um salário mínimo. No Paraná, por exemplo, a renda média per capita dos mais ricos é de R$ 2.553,19, enquanto os 40% mais pobres vivem com R$ 164,97. De 1995 para 2004, a população economicamente ativa do Paraná cresceu cerca de 18%, chegando a 5.624.065 pessoas, de acordo com o IBGE.
Alguns dados que chamam a atenção quando se comparam os índices do Paraná com os dos outros dois estados da Região Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, são os que mostram as taxas de analfabetismo. Apesar de ter uma taxa de 7,1, menor do que a média nacional que está em 10,9, o Paraná supera o índice da região, que é de 5,9. O mesmo acontece em se tratando dos considerados analfabetos funcionais. Enquanto a taxa do Estado é de 21,2%, a da região é de 17,8%.
Em aspectos econômicos, o Paraná também apresenta índices piores do que os de Santa Catarina. O rendimento médio mensal dos paranaenses é de R$ 898,80, enquanto os catarineses recebem em média R$ 961,50. O Estado só ganha do Rio Grande do Sul, onde a renda média é de R$ 870,30. Levando-se em conta a taxa de desocupação, outro índice pior do que os dos vizinhos. Na população entre 18 e 24 anos, por exemplo, 13,3% está desocupada. Em Santa Catarina, o índice é de apenas 7%.

mockup