Paraná tem pior resultado em avaliação do MEC
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segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Diego Ribeiro e Fábio Galão<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - O Paraná tem o maior número de instituições de ensino superior (graduação e pós-graduação) nas piores classificações dos índices gerais de cursos (IGC) entre os estados do Sul do Brasil. A avaliação é feita pelo Instituto Nacional de Estudos e Pequisas Educacionais (Inep), órgão ligado ao Ministério da Educação. O IGC é um indicador de qualidade e seu resultado é expresso em valores contínuos, que vão até 500, e em faixas (classificações), que vão até cinco. O índice é calculado com base no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) nos últimos três anos (2006,2007 e 2008).
Do total de 158 instituições avaliadas no Paraná, 25% estão nas classificações 1 e 2. No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, 6% e 12% estão nessas faixas baixas. Entretanto, RS e SC tem um número menor de instituições avaliadas, 88 e 76, respectivamente. Apesar do desempenho ruim na comparação com os outros estados do Sul, a média do Paraná ainda é melhor do que a nacional, que é de 29% de um total de 2 mil unidades avaliadas.
Entre as universidades paranaenses, a Universidade Estadual de Maringá (UEM) apresentou o melhor IGC (343) do Estado, com a Universidade Estadual de Londrina (UEL) em segundo (328) e a Universidade Federal do Paraná (UFPR) logo atrás (326). Em seguida, vêm a Universidade Estadual do Oeste (318), a Universidade Estadual de Ponta Grossa (308), a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (290), a Universidade Positivo (285), a Universidade Estadual do Centro-Oeste (284), a Pontifícia Universidade Católica (277), a Universidade Norte do Paraná (270), a Universidade Paranaense (220) e a Universidade Tuiuti do Paraná (220).
As piores instituições avaliadas no Paraná foram as Faculdades Integradas Espírita, de Curitiba, e a Faculdade de Educação Física de Foz do Iguaçu. As duas estão entre as piores do Brasil com notas insatisfatórias no IGC e podem ser descredenciadas pelo MEC.
A Espírita informou, por meio de nota, que está tomando medidas necessárias para corrigir as fragilidades detectadas na avaliação, oportunizando o desenvolvimento de suas diversas potencialidades. A Faculdade de Educação Física foi procurada pela reportagem para comentar o IGC, mas não respondeu até o fechamento desta edição. (Colaborou Marcela Rocha Mendes)


