Curitiba - O Paraná registrou 1.749 homicídios dolosos (quando há intenção de matar) de janeiro a setembro de 2015, o que significa uma média de 6,47 ocorrências por dia. Os dados, divulgados ontem pela Secretaria de Estado da Segurança Pública e Administração Penitenciária (Sesp), representam uma redução de 7,02% em relação ao mesmo período do ano passado. Na região de Londrina, a queda chegou a 41,47%. Foram 58 assassinatos, contra 99 no terceiro trimestre de 2014.
Além da cidade-sede (37 situações), os dados englobam Cambé (10), Ibiporã (9), Jataizinho (0) e Tamarana (2), integrantes da 20ª Área Integrada de Segurança Pública (Aisp). Em mais da metade das 23 Aisps paranaenses também houve decréscimo. São os casos da Capital (-21,51%), de Ponta Grossa (-20%), Guarapuava (-22%), Laranjeiras do Sul (-38%), Francisco Beltrão (-23%), Cascavel (-14%), Foz do Iguaçu (-11%), Toledo (-21%), Campo Mourão (-35%), Maringá (-15%) e Telêmaco Borba (-2%).
Por outro lado, 11 áreas apresentaram mais crimes desta natureza. Entre elas estão Apucarana, que passou de 18 homicídios dolosos para 35 (um acréscimo de 94,44%), e Cornélio Procópio, que registrou 17 nos primeiros nove meses de 2014 e 30 em 2015 (+76,47%). As demais são a Região Metropolitana de Curitiba (+10,88%), o Litoral (+18,46%), São Mateus do Sul (+50%), União da Vitória (+15,38%), Pato Branco (+14,29%), Umuarama (+8,89%), Paranavaí (+10,20%), Rolândia (+35%) e Jacarezinho (+6,25%).

AVALIAÇÃO

De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil (PC), Julio Cezar dos Reis, os resultados são os melhores verificados nos últimos seis anos, quando houve 2.490 assassinatos no Estado (-30%). "Nesse período, foram implementadas várias ações conjuntas entre a Polícia Militar (PM) e a Civil. Em Londrina, por exemplo, a Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc) tem sido bastante atuante e, via de regra, a repressão ao tráfico reflete nos homicídios", contou. Ele também destacou que o índice de elucidação de crimes na cidade é de 80% e, em Cascavel, de 90%. Outro ponto destacado foi o trabalho realizado na fronteira, sobretudo em Foz do Iguaçu, para impedir a entrada de entorpecentes.
Já em relação aos municípios onde o número de ocorrências cresceu, Reis disse que pretende reforçar a atuação, para reverter o quadro já ao final deste ano. "Na última formação agora na Escola de Policiais, destacamos um número maior para a RMC. Na área de Cornélio e Apucarana também intensificamos as ações, principalmente de repressão ao tráfico", afirmou. O delegado-geral argumentou ainda ser difícil estabelecer uma baixa em todas as regiões. "Uma ou outra acaba sofrendo aumento. O importante é adotar medidas para que isso se altere."

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