Paraná tem mais dois casos confirmados de sarampo
Rolândia e Curitiba têm novos registros da doença. Boletim atualizado com dados de todo o Paraná sai nesta quarta-feira (28)
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 27 de agosto de 2019
Rolândia e Curitiba têm novos registros da doença. Boletim atualizado com dados de todo o Paraná sai nesta quarta-feira (28)
Laís Taine - Grupo Folha 
O Paraná tem mais dois registros de sarampo confirmados. Em Rolândia (Região Metropolitana de Londrina), a Secretaria Municipal de Saúde informou que a doença foi contraída por uma mulher de 29 anos. Em Curitiba, um homem de 22 anos foi contaminado. Ambos deixaram de tomar a segunda dose da vacina, conforme o recomendado pelo Ministério da Saúde aos menores de 29 anos. Até a semana passada sete casos foram confirmados laboratorialmente no Estado, todos importados de São Paulo e Santa Catarina. Dados oficiais atualizados da doença serão divulgados nesta quarta-feira (28), pela Sesa (Secretaria de Estado de Saúde).

Nos dois casos, os pacientes passam bem. Conforme informação do município de Rolândia, a mulher teria feito uma viagem a Porto Seguro, na Bahia, passando por aeroportos em São Paulo. O jovem de Curitiba também teria feito uma viagem para o Estado vizinho em julho, segundo a Secretaria de Saúde de Curitiba. São Paulo vive um surto da doença. A capital paulista concentra 73% das pessoas contaminadas e em todo o Estado foram registrados 1,8 mil casos até a semana passada.
Segundo Angela Pacheco, enfermeira da vigilância epidemiológica da 17ª Regional de Saúde, a única forma de prevenção é a vacina. “A tríplice viral protege contra o sarampo, rubéola e caxumba. A primeira dose é aplicada na rotina do calendário vacinal à criança com 12 meses de idade e a segunda, aos 15 meses”, informou. No entanto, muitas pessoas não foram vacinadas nem tiveram seu reforço na idade regular.
VACINAÇÃO
Como o Brasil está passando por situação de surto da doença, o Ministério de Saúde orientou que toda criança de seis a 11 meses e 29 dias passassem a ser vacinadas com dose extra, como intensificação de prevenção. Ao completar um ano, ela deve voltar a obedecer ao calendário regular.
Segundo a enfermeira, pessoas de 1 a 29 anos devem tomar as duas doses da tríplice viral, e pessoas de 30 a 49 anos, pelo menos uma dose. “Nesse momento epidemiológico em que a gente está vivendo no País, todas as pessoas, a partir de seis meses a 49 anos, devem comparecer à unidade de saúde para que a equipe profissional da UBS (unidade básica de saúde) avalie”, indicou. Pacheco também ressaltou que trabalhadores da área da saúde tenham que, obrigatoriamente, ter as duas doses da vacina, independentemente de idade.
SINTOMAS
Febre alta (acima de 39ºC) e erupções cutâneas de cor levemente avermelhada por todo o corpo podem ser sinais da doença. As marcas no corpo não coçam e começam na face e pescoço, tomam o tronco e depois vão para os membros. Alguns casos também apresentam coriza, tosse ou vermelhidão dos olhos.
Ao sentir os sintomas, a pessoa deve procurar atendimento médico para a avaliação. A partir da suspeita, o paciente fica em isolamento domiciliar por volta de sete dias. Se o estado geral for ruim, é necessária a internação, também com isolamento. Família e amigos que tiveram contato com o sarampo devem passar por análise de nova dose da vacina.
“A grande preocupação é que o sarampo pode gerar outras complicações, como meningite, pneumonia ou encefalopatia. É aí que está a maior preocupação, pois essas situações podem levar à pessoa ao risco de morrer”, afirmou Pacheco.
COBERTURA
O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, afirmou à Agência de Notícias do Paraná que o Estado trabalha para ampliar o índice de vacinação contra a doença. A meta é saltar dos atuais 82% para 95%, atingindo a marca ideal estipulada pela OMS (Organização Mundial da Saúde). O Paraná passou a disponibilizar a chamada Vacinação Zero, voltada para as crianças entre 6 e 11 meses. São 600 mil doses disponíveis nos postos de saúde. “Há ainda uma grande quantidade de paranaenses não vacinados ou vacinados parcialmente, o que confere também uma proteção parcial. Abrimos agora uma nova janela de proteção e tenho certeza de vamos ultrapassar a meta de 95%”, destacou o secretário.


