Paraná tem mais de 10,6 milhões de habitantes
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sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Fábio Galão<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O Paraná tem atualmente uma população de 10.686.247 habitantes. O número atualizado consta das estimativas de população de 2009 divulgadas ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação ao ano passado, o número de habitantes do Paraná aumentou 0,9%.
As três maiores cidades paranaenses tiveram um aumento de população superior ao índice estadual. Curitiba, que possui atualmente 1.851.215 habitantes, registrou um crescimento de 1,26%, e continua sendo a sétima maior cidade do Brasil, atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Brasília, Fortaleza e Belo Horizonte.
Londrina, a segunda maior cidade do Paraná e a terceira do Sul do País, teve um aumento de população de 1,09%, passando para 510.707 moradores. Já em Maringá foi verificado um crescimento de 1,23%. A Cidade Canção tem agora 335.511 habitantes.
A estimativa do IBGE comprovou a importância que a Região Metropolitana de Curitiba adquiriu no crescimento demográfico do Paraná nos últimos anos. Além da própria capital, outros cinco municípios da região estão entre as 16 cidades paranaenses com mais de 100 mil habitantes (veja quadro): São José dos Pinhais, Colombo, Pinhais, Araucária e Campo Largo.
São José e Colombo, as duas maiores vizinhas de Curitiba, registraram crescimento populacional de respectivamente 2,48% e 2,38% de um ano para o outro, índices superiores aos das três maiores cidades do Estado.
Mário João Figueiredo, responsável técnico pelos programas de qualificação de agentes municipais da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano (Sedu), apontou que o Paraná tem mantido uma tendência demográfica nos últimos anos.
O Paraná teve um momento em que perdeu população (principalmente após a geada negra de 1975) e ainda não conseguiu fixar totalmente população em algumas regiões. Isso está arrefecendo. Há três eixos principais de crescimento demográfico: a região de Curitiba, o trecho Londrina-Maringá e o triângulo do Oeste, com Foz, Toledo e Cascavel. Há uma força no conjunto, enquanto anteriormente havia um desequilíbrio, como no período em que a industrialização provocou um grande crescimento demográfico na região de Curitiba, comentou Figueiredo.
Ainda assim, há uma discrepância nos índices populacionais do Paraná, com um desenvolvimento maior nas regiões das grandes cidades e baixo crescimento ou até mesmo diminuição de população em áreas pobres do Estado. Isso ocorre porque o sistema capitalista é concentrador e excludente. Nas regiões pobres, tem que haver políticas públicas para reverter essas tendências. É o que estamos tentando fazer, afirmou Figueiredo.


