Paraná tem mais de 100 empresas clandestinas
Curitiba - A empresa de segurança Impacto não tem alvará de funcionamento da Prefeitura de Curitiba, nem autorização da Polícia Federal (PF) para atuar no setor. Ela está em atividade no Tatuquara (periferia de Curitiba) desde janeiro. De acordo com o presidente do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região, João Soares, não existe fiscalização adequada no Paraná e mais de 100 empresas estariam atuando clandestinamente com seguranças armados. Seriam 45 mil funcionários atuando de forma irregular. ''É uma empresa que já deveria ter sido fechada. As empresas clandestinas que fazem segurança eletrônica geralmente colocam seguranças para trabalhar sem qualquer preparo profissional'', denunciou Soares.
O delegado da PF encarregado do setor de empresas de segurança, Marco Antônio Moura, disse ontem que os policiais federais atuam na fiscalização após serem provocados por denúncias consistentes. De acordo com ele, a delegacia de Controle de Segurança Privada não tinha conhecimento do funcionamento da Impacto no Tatuquara e não havia feito fiscalização na região. ''Quando a gente recebe a denúncia, a gente vai verificar. A gente autua no caso de empresas autorizadas com irregularidades. Se não tiver autorização, a empresa é fechada. Se abrir, ela responde inquérito por crime de desobediência'', argumentou o delegado.
A própria Centronic, envolvida na morte de Bruno pela atuação de três funcionários, teria sido autuada três vezes pela PF pela contratação irregular de funcionários. Após cada autuação, a empresa tem dez dias para apresentar defesa. (L.P.)





