A Secretaria de Saúde anunciou mais três casos suspeitos de contaminação pelo hantavírus no município de General Carneiro (36 km a sudoeste de União da Vitória). Os exames foram enviados para o Instituto Adolfo Lutz em São Paulo e os resultados devem ficar prontos em duas semanas. O governo do Paraná ainda não tem informações sobre a identidade das pessoas que podem estar contaminadas.
Até a semana passada, foram confirmados quatro casos da doença. Entre os quais, uma morte foi registrada no início de outubro, a do lenhador Sebastião de Jesus Batista, de 34 anos. O hantavírus apareceu em áreas de reflorestamento de pínus, onde vivem ratos silvestres, portadores da doença.
A doença foi registrada pela primeira vez no Paraná no ano passado, quando foram registrados sete casos – quatro em General Carneiro, dois em Cruz Machado e um em Honório Serpa. Das sete contaminadas, cinco morreram. No Brasil, o hantavírus apareceu em 1993. Desde então, já foram comunicados 65 casos, com 39 mortes.
Para evitar uma epidemia, está sendo organizada, desde a semana passada, uma mobilização nos acampamentos onde atuam 2 mil trabalhadores no corte de pínus, a principal atividade econômica de General Carneiro. A idéia é repassar noções básicas de como evitar a doença, principalmente para os lenhadores, o alvo principal do hantavírus.
A doença é transmitida pelo contato com fezes e urina de ratos silvestres, especialmente em locais fechados. O vírus se espalha no ar, entrando no corpo pela respiração. A doença também pode ser transmitida pela mordida do animal.
Não há registro de contaminação de uma pessoa por outra, mas de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), estudos feitos durante uma epidemia na Argentina, em 1996, mostraram evidências desta forma de transmissão.
Os efeitos da doença são semelhantes a uma gripe. Eles se manifestam entre sete dias e um mês. O paciente tem febre, dores musculares e nas articulações. O estágio mais grave é o aparecimento de um edema pulmonar, que causa falta de ar e pode levar uma pessoa à morte.
O tratamento consiste no controle da pressão do corpo para evitar distúrbios na produção de líquidos e sais minerais que regulam o funcionamento do cérebro e do coração.

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