Paraná tem 350 mil jovens que não estudam
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quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
Rodrigo Lopes<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Quase 350 mil paranaenses com idades entre 15 e 24 anos, o que representa 18,9% da população desta faixa etária, não estudam e nem trabalham. A informação consta do Relatório de Desenvolvimento Juvenil 2007, divulgado ontem, em Brasília. O estudo mostra também que o percentual de jovens analfabetos no Estado era de apenas 1% no ano passado. O levantamento coloca ainda o Paraná com o sexto melhor índice quando se leva em conta a condição geral de vida da população juvenil.
O relatório, que está em sua terceira edição, foi elaborado pela Rede de Informação Tecnológica Latino Americana (Ritla), em parceria com o Instituto Sangari e o Ministério de Ciência e Tecnologia. Tomando como base principalmente dados fornecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as instituições traçaram um perfil sócio-econômico da juventude brasileira. Para sintetizar as informações e medir o nível de vulnerabilidade dos jovens, foi criado o Índice de Desenvolvimento Juvenil (IDJ), que utiliza critérios semelhantes aos usados pela ONU na definição do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Assim, abrange questões de educação, saúde, renda e ocupação.
Os números referentes ao Paraná mostram que, em 2006, o Estado tinha 1.838.300 habitantes com idades entre 15 e 24 anos. Desses, 347,4 mil não estudavam ou trabalhavam, o que corresponde a 18,9% dos jovens. Outros 36,8% apenas trabalhavam, enquanto 25,4% somente estudavam. Os restantes 19% exerciam as duas atividades ao mesmo tempo. Entre os que trabalham, a renda média é de R$ 487,70 por mês, sendo que os homens, em geral, ganham 22,9% a mais do que as mulheres.
O estudo mostra também que o índice de analfabetismo entre os jovens vem caindo no Paraná. Em 2001, a taxa era de 1,6% da população juvenil. Em 2003, caiu para 1,3%. No ano passado, atingia 1%, o que corresponde a 17,9 mil pessoas. O percentual dá ao Paraná um IDJ de 0,951 quando se analisa o analfabetismo, deixando-o na oitava posição entre os que têm menos jovens que não sabem ler ou escrever. Ainda assim, fica atrás de Rio Grande do Sul (6º) e Santa Catarina (3º). O Paraná também está bem colocado quando se mede a qualidade do ensino, ficando na 7 posição.
Por outro lado, o relatório deixa o Paraná na 24 posição quando mede o índice de mortes violentas entre a população jovem. Proporcionalmente, o Estado só registrou menos casos desse tipo do que Espírito Santo, Pernambuco e Rio de Janeiro. Apesar disso, o Estado teve o sexto melhor IDJ geral de todo o País. O índice definido pelo relatório ficou em 0,552, acima da média nacional, que foi de 0,535. O maior índice ficou por conta do Distrito Federal, com 0,666. Além disso, mais uma vez o Paraná ficou atrás dos outros dois Estado do Sul: Santa Catarina foi o 2º (0,647) e Rio Grande do Sul, o 4º (0,616).


