Paraná tem 12 trechos críticos
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terça-feira, 10 de janeiro de 2006
Andrea Lombardo<br>Rodrigo Sais 
Curitiba- Começaram ontem as obras do Programa Emergencial de Trafegabilidade e Segurança, a chamada ''Operação Tapa-Buraco'' do governo federal. No Paraná, 12 trechos de rodovias foram identificados como críticos e entrarão na divisão dos R$ 350 milhões em créditos extraordinários liberados pela União para as obras.
Em três dos trechos, os serviços de recuperação (que já haviam sido licitados) serão reiniciados. Para os demais, a coordenação regional do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) contratou 12 empreiteiras.
O processo dispensou licitação, pois foi declarado estado de emergência pela direção nacional do órgão em 558,8 quilômetros de um total de 712,4 quilômetros, que serão recuperados no Estado. Ao todo, o investimento no Paraná será de 21,1 milhões.
De acordo com o coordenador do Dnit no Paraná, David Gouvêa, a escolha das empreiteiras seguiu critérios técnicos e de capacidade financeira das empresas para dar início imediato aos serviços. Foram selecionadas as empresas Sotil, Convia, Pacimar, Redram, CBMI, Mafrense, Técnica Viária, Vega & Roca, J.Malucelli, Sconntec, Castellar e Campo Mourão.
Ontem, as máquinas e pessoal contratados emergencialmente já estavam nas estradas. Na região da Lapa, pedaços deteriorados do asfalto foram retirados e substituídos. Além do recapeamento e sinalização, estão previstas obras de porte no Estado, como a recuperação estrutural da Ponte Manoel Ribas, na BR-466, entre União da Vitória (PR) e Porto União (SC).
Enquanto o Ministério dos Transportes anuncia que as obras exigirão contrapartida de 30% do valor total por parte dos estados, o governo do Paraná contra-ataca, afirmando que irá cobrar do governo federal os investimentos de R$ 2,1 bilhões aplicados, por exemplo, na duplicação da BR-376, entre o Paraná e Santa Catarina, a construção da Ferroeste ferrovia que liga Guarapuava a Cascavel e a construção das pontes de Guaíra e Porto Camargo.
O governador Roberto Requião (PMDB) aproveitou a ocasião para criticar a operação tapa-buraco. ''Buraco tapado é melhor do que buraco aberto. Mas precisamos de mais do que isso. Necessitamos de uma recuperação profunda das estradas federais, e isso é obrigação do governo federal'', afirmou. Requião reivindica que o governo utilize os recursos da Cide-Combustíves para recuperar as estradas, o que não vem sendo feito.(Colaborou Fábio Galão)


