Paraná supera taxa geral de divórcio
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quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Fábio Galão<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A taxa geral de divórcios no Paraná quase dobrou em dez anos, passando de 1,1 para 1,8, enquanto nacionalmente o crescimento foi mais tímido (de 1,1 para 1,5). As taxas são obtidas pela divisão do número de casamentos/divórcios pelo de habitantes e multiplicando-se o resultado por mil. Os dados foram divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A exemplo do que vem ocorrendo no restante do País, os paranaenses estão se casando mais, conforme o IBGE. A taxa de nupcialidade legal aumentou de 7,1 para 7,2 entre 1998 e 2008. Nacionalmente, a alteração foi de 6,1 para 6,7 no período mencionado.
Os registros de nascimento também estão se tornando mais comuns em todo o Brasil, de acordo com estatísticas do registro civil compiladas pelo instituto. O índice de sub-registros de nascimentos era de 27,1% em 1998; em 2008, essa proporção foi de 8,9%. Isso representa que, de cada 100 nascimentos ocorridos no Brasil, apenas nove não são registrados no próprio ano ou até o fim do primeiro trimestre do ano subsequente.
O IBGE destacou algumas ações que podem ter proporcionado o aumento dos registros: a lei, de 1997, que determina a gratuidade da primeira via do registro civil de pessoa física; as campanhas nacionais para o registro; instalação de postos de cartórios em maternidades; a solicitação do registro de nascimento para concessão de benefícios de programas sociais; entre outras iniciativas.
Segundo o instituto, no ano passado, o Paraná foi o segundo Estado com menor proporção de registros extemporâneos: somente 2,3% dos nascimentos foram registrados em prazo superior ao considerado pela pesquisa. O índice foi inferior apenas ao de São Paulo, onde a proporção foi de 1,8%. Em 1998, os registros extemporâneos de nascimentos no Paraná passavam dos 15%.
O estudo divulgado ontem reúne dados sobre registro de óbitos. De acordo com o instituto, o Paraná está entre as oito unidades federativas em que há registro praticamente completo de todos os óbitos ocorridos.
O sub-registro de óbitos chegou a 11% em todo o Brasil em 2008 (em 1998, o índice nacional era de 17,7%), principalmente em razão da sub-notificação nas regiões Norte e Nordeste, onde houve no ano passado omissão do registro do óbito em mais de 25% das mortes. Segundo o IBGE, a maior parte dessas falhas ocorre em razão do sub-registro de óbitos infantis.


