Cu­ri­ti­ba - A ta­xa ge­ral de di­vór­cios no Pa­ra­ná qua­se do­brou em dez ­anos, pas­san­do de 1,1 pa­ra 1,8, en­quan­to na­cio­nal­men­te o cres­ci­men­to foi ­mais tí­mi­do (de 1,1 pa­ra 1,5). As ta­xas são ob­ti­das pe­la di­vi­são do nú­me­ro de ca­sa­men­tos/di­vór­cios pe­lo de ha­bi­tan­tes e mul­ti­pli­can­do-se o re­sul­ta­do por mil. Os da­dos fo­ram di­vul­ga­dos on­tem pe­lo Ins­ti­tu­to Bra­si­lei­ro de Geo­gra­fia e Es­ta­tís­ti­ca (IB­GE).
  A exem­plo do que vem ocor­ren­do no res­tan­te do ­País, os pa­ra­naen­ses es­tão se ca­san­do ­mais, con­for­me o IB­GE. A ta­xa de nup­cia­li­da­de le­gal au­men­tou de 7,1 pa­ra 7,2 en­tre 1998 e 2008. Na­cio­nal­men­te, a al­te­ra­ção foi de 6,1 pa­ra 6,7 no pe­río­do men­cio­na­do.
  Os re­gis­tros de nas­ci­men­to tam­bém es­tão se tor­nan­do ­mais co­muns em to­do o Bra­sil, de acor­do com es­ta­tís­ti­cas do re­gis­tro ci­vil com­pi­la­das pe­lo ins­ti­tu­to. O ín­di­ce de sub-re­gis­tros de nas­ci­men­tos era de 27,1% em 1998; em 2008, es­sa pro­por­ção foi de 8,9%. Is­so re­pre­sen­ta que, de ca­da 100 nas­ci­men­tos ocor­ri­dos no Bra­sil, ape­nas no­ve não são re­gis­tra­dos no pró­prio ano ou até o fim do pri­mei­ro tri­mes­tre do ano sub­se­quen­te.
  O IB­GE des­ta­cou al­gu­mas ­ações que po­dem ter pro­por­cio­na­do o au­men­to dos re­gis­tros: a lei, de 1997, que de­ter­mi­na a gra­tui­da­de da pri­mei­ra via do re­gis­tro ci­vil de pes­soa fí­si­ca; as cam­pa­nhas na­cio­nais pa­ra o re­gis­tro; ins­ta­la­ção de pos­tos de car­tó­rios em ma­ter­ni­da­des; a so­li­ci­ta­ção do re­gis­tro de nas­ci­men­to pa­ra con­ces­são de be­ne­fí­cios de pro­gra­mas so­ciais; en­tre ou­tras ini­cia­ti­vas.
  Se­gun­do o ins­ti­tu­to, no ano pas­sa­do, o Pa­ra­ná foi o se­gun­do Es­ta­do com me­nor pro­por­ção de re­gis­tros ex­tem­po­râ­neos: so­men­te 2,3% dos nas­ci­men­tos fo­ram re­gis­tra­dos em pra­zo su­pe­rior ao con­si­de­ra­do pe­la pes­qui­sa. O ín­di­ce foi in­fe­rior ape­nas ao de São Pau­lo, on­de a pro­por­ção foi de 1,8%. Em 1998, os re­gis­tros ex­tem­po­râ­neos de nas­ci­men­tos no Pa­ra­ná pas­sa­vam dos 15%.
  O es­tu­do di­vul­ga­do on­tem reú­ne da­dos so­bre re­gis­tro de óbi­tos. De acor­do com o ins­ti­tu­to, o Pa­ra­ná es­tá en­tre as oi­to uni­da­des fe­de­ra­ti­vas em que há re­gis­tro pra­ti­ca­men­te com­ple­to de to­dos os óbi­tos ocor­ri­dos.
  O sub-re­gis­tro de óbi­tos che­gou a 11% em to­do o Bra­sil em 2008 (em 1998, o ín­di­ce na­cio­nal era de 17,7%), prin­ci­pal­men­te em ra­zão da sub-no­ti­fi­ca­ção nas re­giões Nor­te e Nor­des­te, on­de hou­ve no ano pas­sa­do omis­são do re­gis­tro do óbi­to em ­mais de 25% das mor­tes. Se­gun­do o IB­GE, a ­maior par­te des­sas fa­lhas ocor­re em ra­zão do sub-re­gis­tro de óbi­tos in­fan­tis.

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