Paraná supera média de transplantes de órgãos
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quarta-feira, 21 de maio de 2008
Andréa Lombardo<BR>Equipe da Folha 
Curitiba- O número de transplantes de órgãos e córneas, no Paraná, cresceu acima da média nacional, nos últimos seis anos. Enquanto o País registrou um aumento de 44%, o Estado teve um acréscimo de quase 67%, no mesmo período. Em 2001, foram realizados 787 transplantes: número que pulou para 1.314, no ano passado. Ainda assim, há 4.713 paranaenses na fila de espera. A maior demanda -2.493- é de pacientes que aguardam por um rim. De janeiro a abril deste ano, foram realizadas 436 cirurgias no Paraná.
O Ministério da Saúde divulgou, esta semana, que o Brasil está entre os três países que mais realizam transplantes no mundo, mas não tem uma posição tão favorável em relação ao número de doações e captação de órgãos. Em 2007, o Sistema Nacional de Transplantes registrou a proporção de 6,2 doadores por milhão de habitantes. A meta do governo federal é chegar a 10 doadores/milhão de habitantes. Na Espanha, considerada referência mundial, são 35 doadores/milhão.
Uma das ações para manter o número de transplantes em ascensão, o Ministério da Saúde pretende comprar aparelhos para diagnóstico de morte encefálica: o doppler transcraniano.
O Paraná ficou atrás somente de São Paulo em número de transplantes, em 2007, proporcionalmente à população. Os hospitais do estado de São Paulo fizeram 178 transplantes/milhão de habitantes, seguido do Paraná, com 119 transplantes/milhão de habitantes. O Mato Grosso do Sul ficou em terceiro com 100 transplantes/milhão de habitantes.
De acordo com secretário de Estado da Saúde, Gilberto Martin, as cinco regionais da Central de Transplantes têm intensificado o trabalho nos hospitais, orientando corpo clínico para criação de comissões internas de transplante. Esses grupos são os responsáveis pela sensibilização e abordagem de familiares de potenciais doadores. ''São ações que têm se somado e gerado esse resultado positivo de aumento no número de procedimentos no Paraná'', afirmou. Em 2007, o governo baixou uma resolução que obriga os hospitais de alta complexidade a constituírem as comissões internas para melhorar a captação de órgãos.


