Paraná será o primeiro a ter Escola da Carne
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sábado, 09 de dezembro de 2006
Luciana Pombo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O Paraná será o primeiro estado brasileiro a receber a Escola da Carne do Brasil. A intenção é oferecer capacitação regular para os profissionais que trabalham com o corte de carnes bovina e suína. O contrato para a construção do prédio será assinado hoje em Mandirituba, Região Metropolitana de Curitiba. A iniciativa é do Ministério do Desenvolvimento Agrário e conta com o apoio da Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento e da Associação Regional dos Suinocultores do Centro-Sul do Paraná (Suinosul).
Segundo o engenheiro agrônomo Reni José Sterzelecke, ex-presidente da Suinosul, a escola proporcionará formação adequada para o setor - que até o momento não possuíam cursos de capacitação regular. ''A escola servirá também para resgatar os pratos típicos da culinária das várias etnias de nosso estado, que irão melhorar sensivelmente nossa gastronomia'', analisou.
No Paraná, existem 4,5 mil açougues. O atual presidente da Suinosul, Carlos Francisco Geesdorf, acredita que a escola irá fazer com que a carne suína seja mais consumida no Brasil. Hoje, ela é a carne mais consumida do mundo. No Brasil, a carne suína ocupa a terceira posição.
''Somos o 4º maior produtor e exportador mundial, mas consumimos pouco. Há apenas três ou quatro cortes conhecidos e procurados de carne suína pela nossa população, mas existem outros dez ou doze, que serão ensinados e divulgados nos cursos da Escola. Esperamos que, com isto, o consumo da carne in natura aumente consideravelmente no mercado interno brasileiro'', comentou Geesdorf.
Na terça-feira, em Brasília, o setor estará debatendo o restabelecimento do status sanitário de área livre de febre aftosa no Paraná. O Estado perdeu o registro após as notícias de febre aftosa em sete propriedades. De janeiro a setembro deste ano, o Paraná exportou 8,5 mil toneladas de carne bovina, contra 31 mil toneladas em relação ao mesmo período do ano passado. Em 2005, o faturamento chegou a U$ 67 milhões. Neste ano foram pouco mais de U$ 15 milhões. A exportação de carne suína também sofreu com o embargo. As vendas caíram 77% e o faturamento despencou de U$ 145 milhões para U$ 33 milhões.


