Uma mulher de 36 anos foi diagnosticada com febre amarela em Curitiba. Ela é moradora da capital e observou os primeiros sintomas da doença após retornar de uma viagem a Mairiporã (SP). A paciente recebeu atendimento médico, foi liberada e é monitorada pelas secretarias municipal e estadual de Saúde.

A confirmação do diagnóstico foi anunciada em entrevista coletiva nesta quarta-feira (31). A superintendente de Vigilância em Saúde da Sesa (Secretaria de Estado da Saúde), Júlia Cordellini, frisou que o caso é importado e o Paraná não é considerada área de circulação viral da doença. "Não temos nenhum caso além desse no Estado. Nem mesmo importados. Não temos primatas mortos pelo vírus da febre amarela e também não são eles que transmitem a doença para os humanos", reforçou.

O último registro de febre amarela urbana no Brasil é de 1942. Os demais são referentes à febre amarela silvestre. Entre os sintomas da doença estão febre, dor de cabeça e dor muscular. Porém, os sintomas podem ser confundidos com os de outras doenças como dengue, zika ou uma simples gripe.

Imagem ilustrativa da imagem Paraná registra primeiro caso de febre amarela
| Foto: Rodrigo Nunes/MS



Conforme Cordellini, não haverá mudanças no esquema de vacinação realizada no Paraná. "A dose nunca foi fracionada e nunca será", esclareceu. A orientação geral é para que as pessoas que ainda não receberam a vacina contra a doença e planejam viagens para os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia procurem a unidade básica de saúde mais próxima. A imunização também é indicada para quem pretende viajar para áreas perto de rios e matas. Quem já recebeu a dose uma única vez, não precisa ser imunizado novamente.

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