O Ministério da Saúde confirmou que a morte de 38 macacos registrada entre julho de 2019 e o dia 8 de janeiro deste ano nos estados do Sul e Sudeste do País foi causada pela febre amarela. O Paraná é o estado que concentra o maior número de mortes, 34, uma a mais do que aponta o relatório da Sesa (Secretaria da Saúde do Paraná) para epizootias (doenças que ocorrem em animais, semelhante a uma epidemia em seres humanos) . São Paulo e Santa Catarina completam a lista estados com a presença do vírus.

De acordo com a Secretaria de Saúde, todos os 54 postos de saúde estão abastecidos com doses da vacina
De acordo com a Secretaria de Saúde, todos os 54 postos de saúde estão abastecidos com doses da vacina | Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A morte dos animais, infectados pelo mosquito transmissor assim como os humanos, serve, também, de alerta às autoridades da saúde para intensificarem a vacinação. As doses contra a febre amarela podem ser aplicadas em crianças a partir dos 9 meses de vida e em adultos até os 59 anos. Idosos com indicação médica também podem receber a imunização. Além disso, o Ministério da Saúde deve incluir uma segunda dose para crianças de 4 anos no calendário anual de vacinas.

A Sesa divulgou nesta quinta-feira (16) que o estado conseguiu ampliar a cobertura vacinal de 75,84% em 2018 para 81,7% no ano passado. E que servidores da Vigilância Ambiental percorreram áreas rurais de sete municípios das regiões metropolitanas de Curitiba e Ponta Grossa para traçar a rota do vírus e orientar moradores no período.

Segundo o secretário estadual de saúde, Beto Preto, o estado contabiliza 17 casos confirmados da febre amarela e uma morte. O óbito, registrado em Morretes em março de 2019, foi de um homem que teria se negado a receber a vacina ao ser abordado pela equipe da saúde. A Sesa também afirma que o último caso confirmado da doença foi registrado no município de Quatro Barras, também na região de Curitiba, no início de maio de 2019.

“O assunto vacinação é muito importante sempre. Temos insistido na fala de que vacinar é um ato de amor, de solidariedade humana. A febre amarela é prevenível, nós temos a vacina. Uma vacina de boa qualidade, com eficácia superior a 95%, e que está disponível nas unidades básicas de saúde, temos salas de vacinação em todos os municípios paranaenses”, confirmou o secretário.

Também de acordo com a Sesa, outros 93 casos suspeitos constatados a partir de julho do ano passado de febre amarela em animais aguardam o resultado de exames.

O secretário municipal de Saúde, Felippe Machado, lembrou que Londrina já conseguiu vacinar contra a doença 83% das crianças menores de 1 ano, no entanto, confirmou que este dado está desatualizado. De acordo com o secretário, todos os 54 postos de saúde estão abastecidos com doses da vacina contra a febre amarela.

"Várias vacinas a cobertura vacinal não é a mais adequada, é um dos motivos que as doença acabam voltando, o sarampo, a febre amarela, por conta da baixa cobertura. Felizmente em Londrina nenhum caso de febre amarela nem em humanos, nem em macacos", aliviou-se.

O Brasil não registra um caso de febre amarela urbana desde 1942, restando apenas casos de febre amarela silvestre, a que é transmitida por mosquitos. Os principais sintomas são dor de cabeça, fraqueza, vômitos, dores musculares e nas articulações, podendo levar a inflamação nos rins, e no fígado, sangramentos na pele e à morte.

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