Paraná registra mais três mortes por coronavírus
Morador de Maringá, caminhoneiro morreu após ser contaminado no interior de São Paulo
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 07 de maio de 2020
Morador de Maringá, caminhoneiro morreu após ser contaminado no interior de São Paulo
Lucio Flávio Cruz - Grupo Folha
O Paraná registrou mais três mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas. Com os novos casos, o Estado chega a 104 óbitos causados pelo coronavírus. Os números foram atualizado pela Sesa (Secretaria do Estado da Saúde) na quinta-feira (7). Em relação aos casos, foram confirmados mais 30 e o número total de infectados é de 1.656. O número de pacientes recuperados é de 1.131.
As três vítimas fatais morreram na quarta-feira (6) e estavam internadas. São dois homens, um residente em Cambé, de 62 anos, como a FOLHA já havia noticiado, e um caminhoneiro, de 49 anos, morador de Maringá. De acordo com a prefeitura da Cidade Canção, a vítima teve um histórico de viagem para Bauru (SP), no dia 19 de abril.
Os sintomas iniciaram em 20 de abril e ele foi internado dois dias após. Seu resultado positivo saiu em 25 de abril. No dia 27, depois de agravo do seu quadro, precisou ser transferido para UTI de um hospital privado de Maringá. O terceiro óbito foi de uma mulher de 80 anos, que residia em Curitiba.
No total, 42 cidades paranaenses têm mortes confirmadas pela Covid-19. A capital tem o maior número, são 27 óbitos, Londrina registrou 14, Maringá, seis, Campo Mourão, Cascavel e Paranavaí têm quatro óbitos por município em decorrência da doença causada pelo novo coronavírus. Fazenda Rio Grande tem três. Em Apucarana, Campo Largo, Foz do Iguaçu, Guaíra, Ivaiporã, Paranaguá e Pinhais foram dois falecimentos pela Covid-19 em cada cidade. Os demais municípios apresentaram um óbito cada.
Em relação as confirmações, 140 cidades já registram casos de Covid-19 no Paraná. A Sesa excluiu um caso que havia sido confirmado em Guarapuava no dia 27 de abril por duplicidade de notificação.
LONDRINA
O número de casos confirmados em Londrina se manteve estável em 110, assim como o número de óbitos: 14. A atualização por parte do município apontou que o número de pacientes recuperados subiu de 76 para 77 e agora são 66 suspeitos contra 75 na quarta-feira. Já os casos descartados subiram de 926 para 972. Entre os pacientes internados, dois estão em UTI, sete em enfermaria e dez em isolamento domiciliar.
A ocupação dos leitos de UTI adulto saltou de 61% para 71%, assim como nas Unidades de Terapia Intensiva Neo/Pediátrica, onde o índice foi de 64% para 68% entre quarta e quinta-feira. Já a ocupação geral dos leitos em Londrina caiu de 51% para 49%.
Brasil
Dados do Ministério da Saúde de quinta-feira apontam que o Brasil registrou 610 novas mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas. É o terceiro dia seguido com mais de 600 óbitos novos por dia – foram 615 no dia anterior, o maior número até agora, e 600 na terça (5). Ao todo, o país tem 9.146 mortes por coronavírus confirmadas. O Brasil também registrou 9.888 novos casos confirmados de Covid-19 e tem, ao todo, 135.106.
Na quarta (6), o Brasil superou a Bélgica e se tornou o sexto país com mais óbitos no mundo. Os cinco primeiros países com mais óbitos são EUA, Reino Unido, Itália, Espanha e França.
TESTES
A Sesa informou que irá distribuir nos próximos dias 178 mil testes rápidos para detecção de anticorpos contra a Covid-19 aos 399 municípios do Paraná. Eles se somam aos 52,4 mil já entregues as regionais de saúde em abril.
Os testes serão aplicados em profissionais de saúde, da segurança pública e pessoas próximas a eles (familiares, por exemplo), desde que apresentem sintomas, conforme a primeira orientação da Secretaria. A novidade é a inclusão de potenciais doadores de órgãos e de pessoas que morreram com suspeita de Covid-19, sem que o material genético tenha sido coletado para teste ou com teste em andamento.
“O Paraná tem trabalhado com a estratégia de ampla testagem, uma das maiores do País, o que nos permitirá fazer barreiras pontuais de acordo com a evolução de casos”, afirmou o secretário da Saúde, Beto Preto à Agência Estadual de Notícias. “Os testes rápidos são fundamentais nesse olhar clínico sobre a doença.” (Com Folhapress)