Paraná registra aumento de 7,9%
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sexta-feira, 02 de setembro de 2005
Maigue Gueths<br>Equipe da Folha 
Curitiba- O Paraná ficou em quarto lugar entre os estados que apresentaram crescimento no número de mortes. Os índices mais expressivos foram registrados no Amazonas, com aumento de 29,3%; seguido pelo Pará, com 11,4%; e Rio Grande do Norte. Em seguida vem o Paraná, com 7,9%, Minas Gerais com 7,2% e Roraima com 4,4%. Os outros estados que tiveram crescimento foram Rio Grande do Sul e Goiás, com 1% e Espírito Santo, com uma variação de apenas 0,2%.
Apesar do aumento, o crescimento no número de mortes no Paraná é bem inferior aos registrados nos anos anteriores. Em 2003, o estado teve um aumento de 15,2% nos óbitos por arma de fogo e 10,1% em 2002. O mesmo ocorreu em outros estados que tiveram variação positiva em 2004, como Minas Gerais, por exemplo, que teve aumento de 35% em 2003. No Amazonas, a situação é contrária. Em 2003 o número de mortes tinha reduzido em 10% contra o crescimento de 29,3% no ano passado.
A pesquisa apresentada ontem, em Brasília, revela uma realidade diferente da que foi divulgada recentemente pela Secretaria de Estado de Segurança Pública. Segundo dados da Polícia Militar do Paraná, entre janeiro e abril de 2004 houve queda de 12,5% nos homicídios em Curitiba. Foram 153 mortes contra 175 no mesmo período de 2003. Os mesmos dados mostraram redução de 31% no número de disparos com arma de fogo em Curitiba e Região Metropolitana de Curitiba e de 27% em Londrina, em comparação com o primeiro quadrimestre de 2003.
A Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde apontou que 36.091 pessoas foram mortas por arma de fogo em 2004. Em 2003, foram 39.325 - 108 pessoas por dia, nove a cada duas horas. Desde 1992 o Brasil não tinha queda nesse número. Ao contrário: de 1992 a 2004 o País apresentou um aumento de 116% nas mortes.
Em números absolutos, o estado que mais contribuiu para a redução do índice em 2004 foi São Paulo, com menos 1.960 mortes, seguido pelo Rio de Janeiro (672 mortes a menos). As maiores variações percentuais foram registradas no Mato Grosso (-20,6%), São Paulo (-19,4%), Sergipe (-17,1%), Pernambuco (-14,5%) e Paraíba (-14,4%).


