O primeiro boletim de 2020 divulgado pela Sesa (Secretaria Estadual de Saúde) nesta terça-feira (7) aponta para um crescimento de 62,25% no número de casos confirmados de dengue no Paraná. Agora, o estado registra 5.343 desde agosto do ano passado até este sábado (4). Destes, 2.050 foram registrados nas últimas duas semanas.

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. | Foto: Arquivo/Agência Brasil

Entretanto, segundo a coordenadora de Vigilância Ambiental da Sesa, Ivana Belmonte, as mortes causadas por dengue e confirmadas até agora seguem sendo as duas registradas em Nova Cantu (Centro-Oeste), um dos 15 municípios do Paraná que permanecem em situação de epidemia e que registra um dos maiores índices de infestação, com 540 casos confirmados.

De acordo com o boletim da Sesa, das 19 estações meteorológicas analisadas na primeira semana epidemiológica de 2020, 15 apresentam indicativo de risco alto em relação às condições climáticas favoráveis de reprodução e desenvolvimento de criadouros e dispersão do mosquito Aedes aegypti. Outras quatro estações apresentam risco médio.

Também segundo a Sesa, a 11ª Regional de Saúde, que compreende municípios localizados no entorno de Campo Mourão, foi a que apresentou maior índice de casos, com 267,44 para cada 100 mil habitantes. Já a Regional de Londrina apresentou índice de 29,5 casos para cada 100 mil habitantes no período, sendo 28,63 o índice médio de todo o estado. Também na Regional de Londrina, a Sesa destaca Florestópolis, com 169 casos confirmados, como um dos municípios com situação mais preocupante.

Belmonte também ressaltou que cerca de 60% dos casos de dengue do Paraná correspondem ao sorotipo 2 da doença. “E o risco está em se pegar dengue pela segunda vez, o risco de ter um agravamento do quadro clínico. O maior número de casos graves e óbitos ocorre por conta da mudança de sorotipo. As pessoas vão pegar dengue pela segunda vez porque circulava o sorotipo 1, então logo que tem a introdução do novo sorotipo é quando existe o maior risco de óbito”, explicou.

Londrina realiza até este sábado (11) o primeiro Liraa (Levantamento Rápido de Infestação do Mosquito Aedes aegypti) de 2020 e estima-se que, em 2019, oito pessoas tenham morrido em decorrência da doença na cidade.

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