Paraná reduz índice em 70%
O Paraná deverá fechar o ano com redução de 70% nos índices de mortalidade materna, apenas cinco décimos atrás da meta estipulada pela ONU. Em 1990, os índices registrados eram de 90,5 mães mortas para cada 100 mil nascidos vivos. No ano passado, este número caiu para 27,4, sendo que a meta era de 23 para 100 mil nascimentos.
O Comitê de Prevenção da Mortalidade Materna e Infantil do Paraná detectou dois problemas graves que foram trabalhados nos últimos anos no Estado: a rede de atenção fragmentada e pouco resolutiva, e o modelo inadequado de atenção, sem respeito às evidências científicas, aos princípios de humanização do cuidado e os direitos da mulher e da criança.
De acordo com informações da Secretaria de Estado de Saúde (Sesa), o processo de atenção às gestantes e aos bebês foi intensificado a partir de 2011, com a criação da Rede Mãe Paranaense. O programa introduziu o detalhamento de risco das gestantes e dos bebês e a vinculação das gestantes aos hospitais mais adequados. Segundo o órgão, estas duas ações foram decisivas para a mudança no perfil de mortalidade materna e infantil. Nos quatro anos de implantação, 391 municípios receberam recursos de custeio da Atenção Primária. Os investimentos chegam a R$ 38 milhões por ano. (C.F.)





