Curitiba - O secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Luiz Eduardo Cheida, determinou ontem ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP) o cancelamento definitivo da autorização para que a empresa Essencis Soluções Ambientais S/A receba 20 mil toneladas de solo contaminado provenientes de uma empresa de Cubatão. A decisão foi anunciada durante reunião com o diretor do IAP, Rasca Rodrigues, e a comissão de vereadores de Curitiba que vinha acompanhando o caso.
Cheida determinou, também, que técnicos da secretaria e do IAP colham amostras das cerca de 300 toneladas do material que já haviam sido trazidas para um aterro sanitário da Essencis, na Cidade Industrial de Curitiba, em dezembro. O transporte do lixo tóxico foi suspenso depois que ambientalistas de São Paulo e do Paraná denunciaram que o material poderia conter substâncias altamente poluentes como o pentaclorofenol conhecido como ''pó-da-china''. A Resolução nº 26, do Conselho Estadual do Meio Ambiente, proíbe a entrada de qualquer tipo de organoclorados (base de agrotóxicos) no Paraná.
Na ocasião, o IAP suspendeu a licença até que a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) órgão vinculado à Secretaria de Meio Ambiente de São Paulo apresentasse novos laudos de análise do material. O laudo apresentado pela Essencis ao IAP no pedido de licenciamento apontava apenas a presença de solventes.
O líder da bancada do PT na Câmara Municipal de Curitiba e um dos membros da comissão, vereador Adenival Gomes, defende mudanças na forma de concessão dos licenciamentos que vinha sendo adotada até o ano passado. Para ele, o IAP não pode permitir a importação de resíduos industriais sem fazer, ao menos, análises por amostragem do material que será depositado em solo paranaense.

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