Paraná recebe 12% das solicitações de refúgio
Conforme o estudo do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), em 2014, a maioria das solicitações de refúgio no Brasil foi apresentada em São Paulo (26% do total), Acre (22%), Rio Grande do Sul (17%) e Paraná (12%).
A maioria dos solicitantes vem da África, Ásia (inclusive Oriente Médio) e América do Sul. Porém, este perfil vem mudando gradualmente desde 2012, quando o país adotou uma cláusula de cessação de refúgio aplicável aos angolanos e liberianos, com base em orientação global expedida pela Acnur em junho do mesmo ano. Estes estrangeiros estão recebendo a residência permanente no País, em substituição ao status de refugiado.
Os números, entretanto, conforme o levantamento, não incluem informações relacionadas aos nacionais do Haiti que chegaram ao Brasil desde o terremoto de 2010. "Apesar de solicitarem o reconhecimento da condição de refugiado ao entrarem no território nacional, seus pedidos foram encaminhados ao Conselho Nacional de Imigração (CNIg), que emitiu vistos de residência permanente por razões humanitárias. De acordo com dados da Polícia Federal, mais de 39 mil haitianos entraram no Brasil desde 2010 até setembro de 2014", conclui o relatório.
Dados do Comitê Estadual para Refugiados e Migrantes do Estado do Paraná (Cerm), ligado à Secretaria de Estado da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (Seju) dão conta de que, atualmente, são atendidos cerca de 5 mil estrangeiros pela Pastoral do Migrante de Curitiba. Algumas nacionalidade se apresentam em maior número no Paraná: Haiti, República Democrática do Congo, Senegal, Guiné-Bissau, países da América do Sul e América Central, Paquistão e, devido à crise, países europeus. (M.T.)





