Paraná quer conectar empresas acessíveis a potenciais clientes
Plataforma desenvolvida pela Secretaria de Desenvolvimento Social e Família já conta com mais de 500 mil pessoas com deficiência cadastradas, mas adesão entre empresas ainda é baixa
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 04 de março de 2026
Plataforma desenvolvida pela Secretaria de Desenvolvimento Social e Família já conta com mais de 500 mil pessoas com deficiência cadastradas, mas adesão entre empresas ainda é baixa

Com mais de 500 mil pessoas com deficiência cadastradas, a plataforma Paraná Acessível ainda enfrenta o desafio de ampliar a adesão de empresas e prestadores de serviço. A ferramenta, lançada há poucos meses pela Secretaria de Desenvolvimento Social e Família, conecta consumidores a estabelecimentos que informam possuir estrutura de acessibilidade.
Em visita à FOLHA na manhã desta quarta-feira (4), o secretário estadual de Desenvolvimento Social e Família, Rogério Carboni, afirmou que o principal esforço agora é conscientizar o setor produtivo sobre a importância de participar da iniciativa. Segundo ele, o número de pessoas cadastradas tende a crescer, mas a presença de empresas ainda é considerada baixa.
De acordo com o secretário, a adesão reduzida está relacionada à falta de informação. Ele tem percorrido municípios como Maringá e Cascavel e cumpre agenda em Londrina, onde se reúne com representantes da Acil (Associação Comercial e Industrial de Londrina) para apresentar a funcionalidade da plataforma. “A plataforma está sendo eficiente para cadastrar pessoas com deficiência, mas ainda falta o outro lado, está faltando que os empresários despertem para isso”, aponta.
O cadastro é gratuito e pode ser feito pelo site www.pracessivel.pr.gov.br. Após o login, o empresário deve acessar a opção “Cadastro de estabelecimento” e preencher um formulário com informações sobre as condições de acessibilidade do local, como rampas de acesso para cadeirantes e outras adaptações voltadas a pessoas com deficiência.

Empresários e prestadores de serviço podem cadastrar seus estabelecimentos e indicar quais recursos de acessibilidade oferecem. “A gente precisa congregar essas vontades. Tem gente querendo consumir, tem gente querendo fazer turismo inclusivo, então a gente precisa reunir essas pessoas”, afirma.
Uma das metas é transformar a plataforma em um aplicativo para celular. “A gente quer aperfeiçoar e fazer essa conversa entre um potencial consumidor muito grande, que representa mais de meio milhão de pessoas, e também levar à inclusão”, afirma, citando que o custo é zero para os dois lados.
“É como se fizesse um anúncio do seu negócio, da sua empresa, dos seus serviços e produtos de uma forma gratuita”, ressalta. Ele destaca que, apesar de simples, é uma ideia que ainda não foi vista nos demais estados e que conecta duas frentes.
Como forma de dar um feedback aos empresários, as pessoas com deficiência podem consultar os locais cadastrados e avaliar a acessibilidade dos estabelecimentos. As avaliações são encaminhadas diretamente aos empreendedores, permitindo ajustes e melhorias contínuas no atendimento.


Jéssica Sabbadini
Repórter com atuação na cobertura local.


