Com mais de 500 mil pessoas com deficiência cadastradas, a plataforma Paraná Acessível ainda enfrenta o desafio de ampliar a adesão de empresas e prestadores de serviço. A ferramenta, lançada há poucos meses pela Secretaria de Desenvolvimento Social e Família, conecta consumidores a estabelecimentos que informam possuir estrutura de acessibilidade.

Em visita à FOLHA na manhã desta quarta-feira (4), o secretário estadual de Desenvolvimento Social e Família, Rogério Carboni, afirmou que o principal esforço agora é conscientizar o setor produtivo sobre a importância de participar da iniciativa. Segundo ele, o número de pessoas cadastradas tende a crescer, mas a presença de empresas ainda é considerada baixa.

De acordo com o secretário, a adesão reduzida está relacionada à falta de informação. Ele tem percorrido municípios como Maringá e Cascavel e cumpre agenda em Londrina, onde se reúne com representantes da Acil (Associação Comercial e Industrial de Londrina) para apresentar a funcionalidade da plataforma. “A plataforma está sendo eficiente para cadastrar pessoas com deficiência, mas ainda falta o outro lado, está faltando que os empresários despertem para isso”, aponta.

O cadastro é gratuito e pode ser feito pelo site www.pracessivel.pr.gov.br. Após o login, o empresário deve acessar a opção “Cadastro de estabelecimento” e preencher um formulário com informações sobre as condições de acessibilidade do local, como rampas de acesso para cadeirantes e outras adaptações voltadas a pessoas com deficiência.

Imagem ilustrativa da imagem Paraná quer conectar empresas acessíveis a potenciais clientes
| Foto: Reprodução


Empresários e prestadores de serviço podem cadastrar seus estabelecimentos e indicar quais recursos de acessibilidade oferecem. “A gente precisa congregar essas vontades. Tem gente querendo consumir, tem gente querendo fazer turismo inclusivo, então a gente precisa reunir essas pessoas”, afirma.

Uma das metas é transformar a plataforma em um aplicativo para celular. “A gente quer aperfeiçoar e fazer essa conversa entre um potencial consumidor muito grande, que representa mais de meio milhão de pessoas, e também levar à inclusão”, afirma, citando que o custo é zero para os dois lados.

“É como se fizesse um anúncio do seu negócio, da sua empresa, dos seus serviços e produtos de uma forma gratuita”, ressalta. Ele destaca que, apesar de simples, é uma ideia que ainda não foi vista nos demais estados e que conecta duas frentes.

Como forma de dar um feedback aos empresários, as pessoas com deficiência podem consultar os locais cadastrados e avaliar a acessibilidade dos estabelecimentos. As avaliações são encaminhadas diretamente aos empreendedores, permitindo ajustes e melhorias contínuas no atendimento.

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