Paraná precisa qualificar professores
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terça-feira, 28 de julho de 2009
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
As pré-inscrições no plano nacional de formação de professores se encerram nesta sexta-feira mas até o final da tarde de ontem mais de dois mil professores já haviam solicitado cerca de três mil vagas, extrapolando o total disponível que é de 1.710. Segundo a Secretaria de Estado de Educação (SEED), só nas séries iniciais (ensino fundamental e educação infantil), foco deste primeiro ano do plano, há cerca de 13 mil professores dando aula sem qualificação específica. A APP-Sindicato estima que, incluindo o ensino médio, o total de professores sem qualificação chegaria a 18 mil.
A diretora de tecnologia educacional da SEED e articuladora do plano entre o Estado e os Municípios, Elizabete dos Santos, explicou que em razão do alto número de professores sem qualificação, a expectativa era que o número de inscrições fosse ainda maior. Ela apontou que no Estado, que já não responde mais pelas séries iniciais, há menos de 500 professores sem formação. A demanda maior, continuou, é nos municípios onde as estimativas apontam que pelo menos 13 mil professores estariam dando aula mesmo sem ser qualificados para a função. O plano atende uma necessidade urgente de formação e supre também um anseio de muitos professores que estão em serviço de alcançar sua licenciatura para as séries iniciais do ensino fundamental, completou.
De acordo com a diretora, os cursos serão feitos à distância e, neste semestre, envolverão as universidades estaduais de Maringá (UEM), Guarapuava (Unicentro) e Ponta Grossa (UEPG) e também a Universidade Federal do Paraná
(UFPR). Por conta do número de inscritos ser maior do que o total de vagas ofertados, haverá uma seleção: serão privilegiados os professores com mais tempo de serviço. Em caso de desempate, o professor mais velho fica com a vaga. A promessa da SEED é aumentar a oferta de vagas para o ano que vem.
A regional da APP-Sindicato em Londrina também valorizou o plano, argumentando que um terço do professorado (ou cerca de 18 mil do total de 60 mil professores) não teria formação ou estaria lecionando disciplina diferente da sua formação.


